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sábado, 22 de dezembro de 2012

CARTA AO EMBAIXADOR LIMA PIMENTEL


Senhor Embaixador,


Em primeiro desejo dar-lhe os parabéns pelo seu aniversário, hoje 23.12.2012, de completar 65 anos de idade.  . Terminou, segundo a tradição da Secretária de Estado dos Estrangeiros seu serviço no estrangeiro como diplomata, no exterior, ao serviço de Portugal.
Esperei por esta data (felizmente ainda vivo) para lhe relembrar que eu não merecia aquela má acção que praticou contra a minha pessoa, em que a seus olhos, um seu subordinado, Luis Cunha, me humilhou durante seis meses, na sua gerência e depois, continuaria por 13 meses no consulado do seu sucessor Embaixador Faria e Maya que me obrigou, debaixo das estribeiras, lhe dizer alto e a bom  som: “ o senhor é um embaixador de m.......”
Não lhe vou apontar o dedo ao nariz, como o senhor mo apontou, uma vez, no seu gabinete, em Maio de 2006 que tivesse cuidado com aquilo que escrevia.
Absolutamente, intrigado, porque não fazia a mínima ideia aquilo que eu teria escrito em seu desabono ou de Portugal....
Mas demorou quase dois anos para que o próprio (o que o informou) me viesse a comunicar, em prosa irada e difamatória, cujo este se me identificou (2002) professor universitário e a quem, depois de o ter aliciado lhe passou uma carta de recomendação para a Fundação Calouste Gulbenkien e lhe vir a conceder umas excelentes férias, de 3 anos, na Tailândia e investigar a já investigadas  relações, históricas, entre Portugal e a Tailândia de 500 anos.
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Não vou acrescentar muito mais, apenas: “há embaixadores e embaixadores mercenários..." 
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Não lhe digo em lado o julgo, porém há embaixadores que são como as tartarugas que as colocaram em cima de  postes, que até, não sabem, como ali foram parar.

José Martins

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

CORAÇÃO EM MALACA - POVOS CRUZADOS





Korsang di Melaka-ONGD, à conversa com os alunos e professores do Instituto Politécnico de Leiria, palestra realizada no passado dia 6 de Novembro, a convite da Professora Coordenadora Dra Maria Antónia Belchior Ferreira Barreto.
    
O evento foi dedicado a Malaca tendo como propósito os intercâmbios de alunos do referido Instituto Politécnico de Leiria, entre Portugal / China e China / Portugal.

A curiosidade de saber mais sobre os portugueses de Malaca e do Bairro Português de Malaca, que desejam visitar “ os 20 alunos bolseiros “ já selecionados com destino à China em 2013 pelo período de dois anos.

A ação decorreu na presença de um auditório com cerca de 50 participantes, os quais deram conta dos testemunhos vivos da comunidade descendente de Albuquerque, que desde o sec. XVI não desistem de divulgar e promover a sua cultura e tradições de cariz portuguesa.
     
A palestra foi documentada com videograma realizado pelo membro dos órgãos da Associação, Álvaro Correia, num desafio à participação dos alunos.

A presidente da Direção Luisa Timóteo, fez uma resenha dos objetivos que deram motivo à criação da Associação em 12 de Junho de 2008, bem como o trabalho desenvolvido através do projeto “Povos Cruzados” quer em Malaca como em Portugal.

Lembrando o passado – o presente - o futuro, “ colocar Malaca no centro do mundo português “ afirmou a presidente da Associação, que Portugal não deve esquecer uma comunidade que continua a manter de geração em geração os nomes portugueses, a língua pápia Kristang (cristão) a crença, a cultura e tradições, ainda que longe, e como católicos continuam a comemorar o Natal, a Páscoa, a festa de São João e São Pedro, padroeiro dos pescadores de Malaca.

No final as participações dos alunos foram calorosas, tendo a Professora Susana Margarida da Costa Nunes, do departamento de Linguística Portuguesa, dirigido a sua intervenção valorizando a presença dos alunos e reconhecimento do valioso trabalho da Associação em prol de um legado para o qual todos devemos contribuir.

A representação da Korsang incluía também Jozé Sabugo, Daniela Brito e Idalina Lourenço. Deixamos a nossa gratidão pela oportunidade de mostrar Malaca património Mundial reconhecido pela UNESCO.
      
Crentes que este abraço nos uniu para outras ações a desenvolver.

Noticia      A Q U I

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Lançamento 1º número da Revista Globo





Dia 4 de Outubro 2012, pelas 18 h 00, na biblioteca do Parlamento da Assembleia da República, esteve presente a Associação Cultural Coração em Malaca-ONGD, no lançamento do primeiro número da Revista GLOBO, que nasceu "procurando abrir um espaço para a intervenção privilegiada da diáspora portuguesa espalhada pelos quatro cantos do mundo, da qual sou um entusiasta e defensor. 
Estou plenamente convencido de que é no aproveitamento do enorme potencial dessa diáspora que está um dos pilares da recuperação e do desenvolvimento de Portugal, todavia, por ignorância ou talvez preconceito, teimamos em não o aproveitar continuando a falar num Portugal de 10 milhões de portugueses"
(citando o seu mentor e diretor Carlos Páscoa)
GLOBO - Revista trimestral
Diretor - Carlos Páscoa
Diretor-Adjunto - Francisco Proença Garcia
Presidente do Conselho Consultivo - Adriano Moreira
Conselho Consultivo - Ilídio Amaral - José Carlos Venâncio - Luis Amado - Luis Andrade
- Manuel Pechirra - Manuel Porto
Presidente do Conselho Editorial - Manuel Ferreira Patrício
A Korsang di Melaka deseja o sucesso da revista GLOBO, num fraterno abraço entre os Povos Cruzados Lusofonos.
Noticia      A Q U I

terça-feira, 20 de novembro de 2012

FALECIMENTO DE UM EMBAIXADOR DE PORTUGAL



Foto do arquivo pessoal de José Martins

Pouco encontrei, escrito, sobre a morte do Embaixador José Eduardo de Mello Gouveia além do elogio fúnebre, assinado por um "gajo", oportunista, que publicou  num blogue que pouco sabe do ilustre defunto que muito ofereceu à pátria portuguesa na Ásia e Extremo-Oriente.
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É este o mundo cão em que vivemos. Não ficará, em  vão, esquecida a obra deste Grande Embaixador de Portugal na Tailândia, 
AQUI TAILÂNDIA: Embaixador Mello-Gouveia,  porque irá ser escrita e divulgada por mim. - José Martins 
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Anúncio de uma agência funerária

terça-feira, 13 de novembro de 2012

"BAIRRO PORTUGUÊS DE MALACA - PASSADO-PRESENTE-FUTURO"



No passado dia 9 de Novembro 2012, pelas 18 h 00, a Fundação Oriente levou a efeito a Conferência cujo tema foi dedicado ao "Bairro Português de Malaca - Passado-Presente-Futuro"
                                            
tendo como oradores Lourenço de Almeida, Diretor do Centro Nacional de Cultura e Luisa Timóteo Presidente da Associação Cultural Coração em Malaca.
Cumprimentando os cerca de 80 convidados presentes e agradecendo a oportunidade e o contributo pela causa de Malaca, referindo o convite da Fundação Oriente, a presença do CNC, o apoio do Camões Instituto da Língua e da Cooperação e da empresa Logoplaste, foi assim que Luisa Timóteo deu inicio à conferência.

           

Fez uma breve introdução como abraçou Malaca em Novembro de 2006. Compromisso de um sonho que acredita realizar pequenos e grandes impossíveis com todos os que desejam não deixar morrer um legado de raízes portuguesas, deixado desde o séc. XVI.
Falou do PASSADO presente do Bairro Português de Malaca, invocando:
* A herança do património da comunidade cristã de Malaca, sendo o maior fator de integração, mostrando o importante papel dos missionários na preservação da religião, da cultura e costumes da passagem dos portugueses em Malaca.
* O Papiá cristang que sobreviveu como língua passada de geração em geração, apesar da perseguição depois da ocupação dos holandeses em 1641.
* O valioso contributo do Padre Manuel Joaquim Pintado natural de Freixo Espada à Cinta, que permaneceu cerca de 40 anos em Malaca. Autor de várias obras sobre a história do território consquistado por Afonso de Albuquerque em 1511. Tendo consagrado o seu estudo com a atribuição da primeira bolsa atribuida nos primeiros meses de atividade da Fundação Oriente.
Assistiu e acompanhou espiritualmente a comunidade do Bairro, incentivou, músicas e cantares de origem portuguesa
Conhecedor profundo da língua crioula "papiá português" que dela fazia uso na pregação religiosa, sendo hoje lembrado com "saudadi" pela comunidade.
                                                     
Depois do Padre Pintado regressar a Freixo na decada de 1980, onde veio a falecer, nunca mais outro padre católico foi colocado em Malaca.
Deste PASSADO presente lembrou Engº Nuno Krus Abecasis, mentor do "Acordo de Geminação entre as Cidades de Lisboa e Malaca", assinado em 19 de Janeiro de 1984, enquanto no seu mandato de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Visionário da cooperação para o desenvolvimento, deixa previsto no texto do acordo
*estabelecer um programa de atividades a realizar em ambas as cidades
*aproveitar todas as oportunidades que se ofereçam para a realização de manifestações culturais e sociais que aprofundem as relações de amizade e cooperação
*desenvolver todo um programa de intercâmbios para a difusão recíproca da cultura do dois povos em programas de desenvolvimento municipal em ambas as cidades.
Sobre o PRESENTE
Foram invocados os objetivos da Associação Cultural Coração em Malaca - reconhecida ONGD (organização não governamental de apoio ao desenvolvimento)
Foram divulgados testemunhos vividos quer no Bairro Português de Malaca, quer em Portugal de ações e atividades, encontros, palestras, visitas, exposições e feiras, divulgando e promovendo o projeto POVOS CRUZADOS.
Testemunhos acompanhados com imagens e videogramas mostrando a calorosa amizade secular que ainda perdura entre os povos.
As visitas dos grandes líderes de dança do Bairro de Malaca a Portugal
                                                             Senhor Noel Félix em 2009
                                

                                                             Senhor Manuel Lazaroo em 2010
                                
comoveram os presentes na certeza que a memória não se apaga como chama para a construção de futuros possíveis.
Sobre o FUTURO
*Valorizar o Bairro Português de Malaca, pondo em prática projetos e acordos de cooperação para o seu desenvolvimento e sustentabilidade.

*Reabilitar o Bairro Português de Malaca como museu vivo.

*Reabilitar um espaço LUSO como centro de recursos, exposições, espetáculos, encontros culturais como forma de alavancar outras culturas lusofonas.

*Reavivar o Acordo de Geminação entre as Cidades de Lisboa e Malaca.

*Criar a CASA DE MALACA em Lisboa, sendo o espaço que contribuirá para a necessária promoção da cidade de Malaca / Malásia.
                      


Encerrou a conferência o Senhor Diretor do CNC - Dr. Lourenço de Almeida
que duma forma enternecedora deixou a mensagem do que se poderá fazer por Malaca... questionando os presentes "o que cada um de nós poderá individualmente fazer pela causa"
Citando John F. Kennedy ( bonita frase s/ atitude)
" Não pergunte o que seu país pode fazer por voçê, pergunte-se o que voçê pode fazer por seu país"
Em nome da Korsang di Melaka, Luisa Timóteo agradeceu aos membros da Associação e a todos os associados, amigos, instituições, autarquias e parceiros que tornam possível a continuidade do projeto da Associação "Povos Cruzados" iniciado em 2009.
Mais disse que para lembrar a conferência, distribuimos hoje uma folha de papel, dando início ao nº 0 do boletim "Povos Cruzados" (oferta de impressão do associado Costa Publicidade em Torres Vedras), pode se consultado on-line   AQUI  

sábado, 27 de outubro de 2012

FESTIVAL DE COMIDA E VINHOS PORTUGUESES EM BANGUECOQUE


Dia 26 de Ouutubro de 2012, com a presença dos Embaixadores de Portugal, Maria e Jorge Torres Pereira, de portugueses e apreciadores da gastronomia portuguesa, residentes em Banguecoque, teve lugar um festival de vinho e comida lusitana no Restaurante Panorâmico Crowne Plaza Lumpini Park gerido por um jovem, dinâmico, português Vitor Santigao.
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Numa das mesas junto aos embaixadores de Portugal acreditados na Tailândia, sentaram-se empresários tailandeses e os exportadores de vinhos portugueses Luis Pato, João Mariano, Quinta da Penina.
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Numa mesa sentam-se dois casais  luso-tailandeses, eng. Rui Belo, esposa (lado esquerdo) Duang Kunaporn Belo, Manuel Campos e esposa Pornpana Campos
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Na imagem. em pé o gerente do restaurante panorâmico Vitor Santiado  ladeado  pelo empresário e promotor de vinhos portugueses, Manuel Castro, Ana Ferreira funcionária da missão portuguesa e Luisa Dutra leitora da língua de camões em uma universidade de Banguecoque.
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Mário Lemos, treinador dos juniores do maior clube de futebol da Tailândia, Muangtthong United, associou-se à comunidade lusa no festival de vinho e comida.


Vários vinhos portugueses foram servidos durante o repasto.
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Uma das especialidades, genuinamente, portuguesa e deliciosa foi o bacalhau conventual.
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Visto que o vinho faz amigos. O produtor e exportador de vinhos da região vínicola da Bairrada, Luis Pato, ainda não tinha terminado o jantar, com excelente dom de "public relations", foi junto às mesas de estrangeiros e portugueses perguntar se estavam a gostar da comida e dos vinhos e logo ali sai uma nova amizade amizade e uma fotografia.
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Na conversa há sorrisos e risos francos
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E sai então um brinde a quatro!
Luis Pato continua sua jornada de perguntas aos clientes: "então gostou do vinho e da comida portuguesa?" Depois da conversa há então introdução de amizade, espontânea, com a troca de cartões de visitas.


Não escapou, a Luis Pato, uma mesa e conquistou a simpatia...
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E outra mesa e mais outras que Luis Pato à boa maneira da Bairrada foi visitar e receber as opiniões.
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Um close up do sorriso, radiante, da portuguesa Ana Ferreira funcionária da missão diplomática portuguesa acreditada em Banguecoque. Um amor de jovem mulher!


O casal luso tailandês Pornpana e Manuel Campos num momento de ternura no final da festa...!!!
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A Sherry uma simpatia de jovem, cara bonita e proprietária da  empresa importadora, "Tchin Tchin" que vende, exclusivamente, vinhos portugueses para a Tailândia.
Luis Pato numa brincadeira de boa disposição para a câmara...


Luis Pato junto ao amigo Santos Lima, também produtor e exportador de vinhos, com branco e tinto pela frente...
Não poderia passar despercebido à lente da nossa Nikon,  Nuno Caldeira da Silva, ex-funcionário da Comissão da Delegação da União Europeia, na capital tailandesa, que já não lhe colocava-mos a vista há mais de um ano, encontramo-lo absolutamente um jovem na já passada casa dos 65. Bem Nuno deixou Banguecoque, reformado e foi viver para Chiang Mai, com um clima fantástico em que velhinhos voltam a meninos... Gostamos de ver, novamente, Nuno Caldeira com a jovial aparência!
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Chefe de cozinha Matt Dowel e Vitor Santiago que foram os herois da festa gastronómica portuguesa da noite. Esperamos pela próxima!!!


A ementa

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

UMA CARTA - PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE VÁ...



Exmo Senhor
José Martins

Apanhei o seu valioso  tema dos esquecidos da Ásia ... acrescentando que a memória não se vá para a construção do futuro, permita-me que lhe conte o seguinte:
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Passei por Malaca depois de uma missão de 3 anos em Timor-Leste. Fi-lo porque meu pai (falecido em 1955) falava da valentia dos marinheiros que chegaram a Malaca em barcos de cascas de nozes, comandados pelo bravo de Afonso de Albuquerque: Neste sonho que sempre me acompanhou, mas  não sabia que chegava ao Bairro Português de Malaca e me recebiam com tanto afeto. 

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Ouvi suas queixas de abandono de Portugal, falaram de tantas coisas nossas e do Padre Pintado. Acabei por prometer que não os iria esquecer.
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Cheguei a Portugal e em 12 de Junho de 2008 nasce a Associação Cultural Coração em Malaca (Korsang di Melaka)
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Não tive mais descanso até hoje e muito temos feito em prol de um legado que não podemos deixar morrer.
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Por 2 vezes visitamos Freixo de Espada à Cinta para visitar as irmãs do Padre Pintado e saber mais sobre SEU  valioso contributo.
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Fala do Padre Pintado no mesmo artigo. Na certeza que muito nos poderá ajudar para a divulgação da sua influência na cultura da comunidade de Malaca.
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Um dos nossos objectivos são palestras nas escolas e outras instituições divulgando este legado secular .
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Estamos ao seu dispor para outras informações, aguardando as melhores noticias.
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Muito obrigada

Um fraterno abraço da Korsang di Melaka
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Luisa Timóteo
Presidente da Direção

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25.10.2012
Senhora Dona Luisa Timóteo,
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Muito obrigado pelo seu bonito e-mail.
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Por mais estranho que possa parecer e depois de uma longa vivência na Tailândia nunca viajei a Malaca. Porém ligado a ela de alma e coração.
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Conheci e fui amigo do falecido Padre Pintado e numa das suas viagens à Tailândia mostrei-lhe as coisas, antigas, portuguesas neste Reino.
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Tenho nos meus arquivos algo de interesse que se refere a Malaca que terei muito prazer em oferecer  à Associação criada: micro-filmes com os registos de nascimento, casamento e óbitos da  Comunidade Lusa-descendente (sec 18 e 19), que Padre Pintado me ofereceu  e outra documentação, fotografias. 
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Necessito, tempo, de a reunir para depois a expedir para Malaca desde que me informe a direcção.
Abraço lusofóno
José Martins

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

MEMÓRIAS DE BANGUECOQUE - DEZEMBRO DE 2007

 Outra coisa eu não haja feito que divulgar Portugal e a Tailândia durante a minha já longa vivência neste Reino.

Monday, December 10, 2007

A MINHA PRIMEIRA (INCOMPLETA) SEMANA DE DEZEMBRO

A minha primeira semana de Dezembro (2007) não correu mesmo nada como eu a futurava.  
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Pensei que iria ser em cheio onde se incluiria o fim-de-semana. Mas antes que me enfronhe na história que vos irei contar é que nem tudo correu mal...
Isso viria depois!
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No dia 5 foi feriado e ocorreram, em todo território nacional, as celebrações dos 80 anos de Sua Majestade o Rei da Tailândia Bhumibol Adulyadej. Um dia grande e memorável que será tarde ou nunca que um monarca atinja a bonita idade de oitenta anos, com todas as suas faculdades mentais e 61 anos guiando os destinos do povo tailandês.  
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Um dia antes Sua Majestade falou, no grande auditório do palácio de sua residência aos homens "bons" do seu Reino. Havia dois meses tive conhecimento que de Portugal chegariam artistas de arte de bem cavalgar em toda a sela para actuarem em espectáculos, durante a realização dos torneios equestres e inseridos nos "24th Sea Games" (jogos entre as nações da ASEAN). 
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Esse espectáculo teria efeito na fazenda de cavalos do senhor Chaikiri Srifuenfung situada nos arredores de Pattaya; distante 150 quilómetros e umas duas horas de viagem de Banguecoque.
Chaikiri Srifuenfung é meu conhecido e um amigo de Portugal e dos cavalos de raça lusitana que alguém os apelidou e bem "Filhos do Vento".  
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Conheci-o há uns 13 anos, de quando me convidou para visitar o seu "rancho de cavalos" e noticiei, através da revista "Macau" e o semário "Notícias de Gouveia" a residência do "Filho do Vento" na Tailândia.  
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Para a apresentação dos artistas portugueses na Tailândia e o espectáculo onde iriam actuar com toda a mestria no "Horseshoepoint" (ex-Rancho de Cavalos), teve lugar no jardim da residência dos embaixadores de Portugal acreditados no Reino da Tailândia uma conferência de imprensa para os media de Banguecoque.  
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Não estive, ali a representar jornal ou agência noticiosa, mas como independente e com o objectivo de alimentar este blogue com notícia de interesse e relativa a Portugal.  
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Falou em primeiro lugar o Embaixador Faria e Maya, seguiu-se-lhe o sr. Chakiri Srifuenfung, sua filha a Sherry (uma apaixonada exímia cavaleira) e os artistas portugueses. 
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A conferência foi excelente e estiveram presentes representantes de jornais e dos canais televisivos da cidade de Banguecoque. Pouco mais fiz que umas fotografias e aguardei para o dia antes do espectáculo no "Horseshoepoint" recolher as informações; conhecer os artistas portugueses e seus nomes. 
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Dos artistas de arte equestre, chegados de Portugal, com especial destaque para Luisa Valença (Bi para os amigos) filha de Luis Valença Rodrigues, um mestre na "arte de bem cavalgar em toda a sela" e outros acompanhantes que juntos iriam actuar, em dois espectáculos, "Passionata", durante a realização dos diversos torneios hípicos inseridos no "24th Sea Games", a ter lugar no "Horseshoepoint". Infelizmente (como acima o afirmei) não consegui, durante a apresentação e conferência de imprensa recolher informações em cima dos artistas portugueses. 
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As que temos foram aquelas que nos foram franqueadas pela mesa de apoio à comunicação social ao evento.Partimos de Banguecoque para a estância balnear de Pattaya na sexra-feira, dia 7, pelas 2 da tarde. Um dia antes para reservar hotel e preparar-me para os dois grandes dias que esperava que fossem em cheio! 
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Artistas portugueses a actuarem na Tailândia são raros e a não perder. Pattaya dista de Banguecoque 145 quilómetros e o percurso, sem correrias e com segurança atinge-se em cerca de duas horas. Estrada excelentes e de igual piso. 
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Para lá das bermas da estrada o cenário apresenta-se verde e grandes fábricas instaladas de produção de eléctrico-domésticos, automóveis, motocicletas e outras, indústrias produzindo o diversos produtos. 
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A construção do porto de águas profundas de Sri Racha a 100 quilómetros da capital tailandesa veio, não só a descongestionar o porto de Banguecoque onde apenas barcos de parca tonelagem atracavam, como assim tornar-se uma alavanca de desenvolvimento da área com a instalação de novas indústrias.  
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Pelo caminho cruzamo-nos com comboios de camiões carregando contentores no lastro das carroçarias que bem denotam que na Tailândia tudo fervilha na senda direccionada ao progresso.  
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Passado duas horas de partirmos de Banguecoque estamos no "Horseshoepoint". Aquele lugar que conhecemos já lá vão 13 anos ainda, nessa altura, havia por ali campos de plantação de tapioca, de ananazes entre os coqueirais. 
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Embora por lá se vejam casas de agricultores e campos de cultivo verdejantes, bem nos parece que daqui algum tempo os bairros de casas luxuosas, já muitas construídas tomarão conta da colina do vale e das terras mais além. 
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No "Horseshoepoint" quando ali cheguei trabalhadores ocupavam-se na preparação dos espaços, desportivos, onde no dia seguinte os cavaleiros, dos dois sexos, iriam dar o seu melhor em procura de ganhar uma medalha.
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Dirigi-me à recepção e procurei quarto para me alojar durante três noites.
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Hotel cheio até às costuras e apenas tinha acomodação para uma noite. Desisti e fui em procura de um outro que me garantisse quarto para os três dias programados.
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Não muito distante achei um onde apenas poderia dormir uma noite. Resignado, o sol escondia-se no horizonte, reservei-o para que mais não fosse o arrumar a "tralha" de viagem. No dia seguinte se veria aonde poderia alojar-me. Lugar pitoresco, com um grande lago pela frente e distante da buliçosa noite da cidade de Pattaya.
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Dia 8 às 7 da manhã de sábado, artilhei-me com as duas "Nikon F70" e dirigi-me ao "Horseshoepoint" para assistir e registar em imagens as primeiras competições hípicas que teriam início às 8. 
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Cavaleiros dos dois sexos iam competindo nos campos que lhes estavam reservados, enquando os juizes observavam as provas para que lhes conferissem as classificações. Porém começam desde logo os meus problemas de movimentação.
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Razão: não tinha sido acreditado perante a "press" dos "24th Sea Games" e me fosse dado um cartão para me facilitar a chegar aos pontos que me permitisse registar em imagens o desenrolar das provas. Andei de "Herodes para Pilatos" para conseguir mais que não fosse um "passe" de um dia único que o revalidaria dias-após-dia. 
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Em vão todos os meus esforços. Entretanto encontrei ao acaso a assistente do director de "marketing" do "Horseshoepoint" Bunjirá (Aey) Luanprida, uma jovem simpática e de um sorriso tal que irradia simpatia logo após o primeiro contacto.
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Conheci a simpática "menina" durante a apresentação dos artistas portugueses no jardim da embaixada. Bunjirá desde logo se prontificou em nos ajudar e levar-me à mesa da "press" apresentando-me. Todos os seus esforços foram em vão. Responde-me: sorry (lamento).
A falta cometida de não me ter me acreditado como reporter/jornalista no "24th Sea Games", resultou nisto. 
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Olhando que não iríamos ter vida fácil em reportar o espectáculo de cor e arte pelos artistas portugueses onde na exibição se pode apreciar: "a harmonia entre as pessoas e o cavalo lusitanos", abandonámos o local e procurei instalar-me junto à praia de Pattaya.
Assim fiz.
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Esqueci os cavalos o deslumbrante espectáculo "Passionata" e mais o tudo que no "Horseshoepoint" iria ter lugar.

Guiei o jip Vitara pelas ruas movimentadas da cidade de Pattaya. Observei gente de todas as raças e credos. Veraniantes que não fiz a pequena ideia quais as suas orígens. 
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Homens musculosos e de braços tatuados sentavam-se nas esplanadas dos bares junto à avenida a marginar a praia.
Velhos, ocidentais, a não aguentarem com uma "gata pelo rabo" acompanhados de mulheres ainda jovens que bem poderiam ser filhas que namoradas.
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Mais outro velho, europeu, a caminha com dificuldades amparado por dois amigos. Estaria o ancião pingado de cerveja ou ter sofrido a desidratação da humidade e do calor que se fazia sentir? Ainda mais outro, que me pareceu de etnia árabe a caminhar na rua, em estilo: "tem-te-não-caias" a falar sozinho. 
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Ao longo da principal avenida centenas de guarda-sois abertos esperam pela clientela para de umbigo para o céu descoberto torrarem a pele e se deliciarem com o cenário da água azul do mar a perder de vista. Tudo por ali se vende desde a água de coco fresca, aos refrigerantes e mais de uma dúzia de marcas de cerveja.
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A estância balnear de Pattaya observando-a agora e recordando a data que a conhecemos pela primeira vez em 1978 a diferença é abismal.
Tudo se transformou!
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Centenas de autocarros, com turistas (um quinhão significativo dos países d Ásia) despejam uns milhares largos de pessoas que (depende) por uns dias ou semanas que por ali se vão quedar.
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A cidade tem acomodação para todos os preços e bolsas onde se pode encontrar estadias desde a meia dúzia de euros à mais de centena e meia. Há hoteis com as suas praias privadas, para o lado sul e onde o turista, claro os indinheirados, poderão gozar umas férias de sonho. A vida nocturna em Pattaya é intensa e parte dos turistas fazem da noite dia, acomodam-se ao amanhecer; tomam o pequeno-almoço ao meio da tarde. 
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Hospedei-me por uma noite num sexto andar de um hotel de 3 estrelas e do terraço admirei a magnificência do mar azul, as motos aquáticas, os paraquedistas puxados por barcos de alta velocidade e toda aquela vida marítima onde não faltam restaurantes flutuantes de grande porte onde se pode saborear uma mariscada.
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No domingo dia 8 levantei-me cedo para regressar a Banguecoque. Não resisti a dar uma volta pelos arredores, rurais, de Pattaya. Subi pequenas montanhas e fui encontrei o Lorde Buda escupido na encosta de granito da montanha. 
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Umas dezenas de peregrinos visitava o lugar. Tirei fotos aquela obra sacra. Dirigi-me em direcção à estância balneária de Bangue Saem a 6o quilómetros de onde me encontrava. Junto à praia havia barracas de comes-e-bebes. A proprietária grelhava peixe fresco e caranguejos pescados ali mesmo.
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Não resisti ao cheiro do assado.
Meio-dia hora de almoçar.
Sentei-me na esplanada do paredão a olhar o mar a perder de vista.
O cheiro da maresia abriu-me o apetite.
Vamos lá a isso!
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Um peixe e dois caranguejos grelhados e uma cerveja adubaram o meu estômago pelo preço de uns 6 euros (300 baht em moeda tailandesa).
Ainda me quedei por uma boa meia-hora estático a observar o mar até ao infinito que o meu olhar atingia. Parti e fui fazer a romaria à montanha dos macacos onde estes "malandros" atrevidos tudo pilham o que podem aos que os vão visitar.
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Deitam-lhe comida e esta é disputada entre macacos e cães vadios que por ali andam em procura da sobrevivência No sopé da serra dos macacos há um templo onde a estátua de uma deusa chinesa de grandes proporções e altura se ergue entre o canavial de bambús.Procurei um lugar onde pudesse obter a melhor imagem. Parece-me que o "boneco" ficou mesmo à maneira.
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Ateu, convicto, como sou olhei aquele rosto tão meigo e subtil que o escultor com mestria lhe soube dar o jeito amoroso que me fascinou e me apetecia se a deusa fosse viva beijar-lhe a face.
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Cheguei a Banguecoque ao fim da tarde.
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Não assisti, com mágua, ao espectáculo "Passionata".
Voltará um dia creio e então lá estarei mais uma vez. Mas desta bem prevenido estarei para não perder a conjugação e a harmonia entre o humano e o cavalo, nobre, lusitano.
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Para terminar: aos leitores que têm tido a paciência de ler a minha prosa; aos que me criticam (agradeço) "FESTAS FELIZES E UM 2008 COM (ALGUM) DINHEIRO, AMOR E FRATERNIDADE".
José Martins