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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O ACADÉMICO, HISTORIADOR, DESCOBRIDOR DO QUE FOI DESCOBERTO.


O "c........." do gajo é tudo na vida... Desde narciso, a chulo, imbecil, inventor de heróis que não existem. Se existem já foram descoberto!
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Apareceu por aqui em Banguecoque e só teve a culpa quem lhe abriu o portão, da Embaixada de Portugal em Banguecoque  e chefes de missão o sentaram à mesa.
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A mim este “c.........” de vigarista também me burlou, materialmente e moralmente  dando-me um prejuizo de milhares de euros! Desde que Portugal se instalou no Reino do Sião há 500 anos foi este “paneleireco” de ´m......´ que criou a maior intriga de sempre.
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Um gajo malandro,perigoso, chantagista e nato intriguista. Hoje está completamente atolado na “.........” e abandonado. Não vive vai vegetando!
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Há dias fez mais uma descoberta e foi a existência do fotografo luso descendente Francis Chit na Tailândia.... (década 60 sec.XIX). Ele não descobriu nada, porque os vigarista nunca acham nada, roubam e apregoam ao mundo as descobertas da “m......” igual a eles.




O material acima de imagem só foi possível devido à oferta de um magnifico livro, publicado pela paróquia de Santa Cruz, publicado em 1996, pelo meu grande amigo António Cambeta. Que considero, como eu um historiador das coisas de Portugal na Tailândia. O referido livro foi copiado e oferecido a cópia ao académico, reformado, Prof. Phutorn, de Lop Buri, dado que teve descendentes que viveram no bairro português de Santa Cruz, fundado, pouco depois da queda de Ayuthaya em Abril de 1767 - José Martins
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 Fotos abaixo são de autoria do luso descendente Francis Chit . 
Tenho mais fotos








quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

AS MINHAS DOCES MEMÓRIAS DE BANGUECOQUE - HÁ 17 ANOS NA RESIDÊNCIA DOS EMBAIXADORES PORTUGUESES NA TAILÂNDIA HOUVE UMA NOITE DE SONHO


E daqui a 100 anos vai aparecer, um "marmelo", cultural, em Banguecoque, que de momento anda por aí a descobrir personalidades,históricas, que vai a falar de mim, como tenha sido grande fotógrafo, igual ao J.António e o Francisco CHIT .

domingo, 25 de dezembro de 2011

EFEMÉRIDA - "TSUNAMI: "HISTÓRIA, AINDA, POR CONTAR"

TAILÂNDIA: "TSUNAMI"  A TRAGÉDIA QUE EU VIVI

"No dia 31 de Dezembro de 2004, pelas nove horas e meia da manhã, chegados num vôo do Phuket, um casal aproximou-se de mim, na gare, doméstica, do aeroporto de Don Muang; a esposa muito nervosa, em voz alta para mim: "Qual é o vosso papel na Embaixada de Portugal em Banguecoque?
É uma vergonha!
Mandaram uma cozinheira visitar uma doente portuguesa a um hospital no Phuket!
Tive que receber apoio da embaixada da Holanda!
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É uma vergonha! É uma vergonha!
Veio então o marido e levou-a para junto do tapete rolante para recolherem a bagagem. 
Não tive palavras para a senhora portuguesa... 

A senhora estava cheia de razão...
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Os portugueses, tinham sido absolutamente desprezados depois de ter acontecido o maremoto/tsunami no sul da Tailândia com milhares de mortes e feridos.
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Dois funcionários, diplomatas, do Governo Português, destacados em Banguecoque produziram um mau serviço ao país e, com eles, não passou nada...
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr.António Monteiro (diplomata de carreira), no aeroporto do "Figo Maduro", chegou indispôr-se  com os jornalistas quando o interpelaram com verdades.
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Mas o ministro António Monteiro, um diplomata de prestígio, estava metido numa camisa de onze "varas" e para salvar a honra de duas virgens "desfloradas" chegou ao ponto (infelizmente) de pouca correção para com os homens da informação que bem sabiam que a Embaixada de Portugal em Banguecoque tinha/estava a praticar um péssimo serviço, de assistência, aos portugueses vitimas, da catástrofe, do Tsunami.
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O primeiro-ministro Dr. Santana Lopes, impávido, sereno e estático não mexeu uma palha que fosse.
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O Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, com autoridade máxima sobre o embaixador Lima Pimentel (porque foi ele quem o acreditou em Banguecoque) está-se, igualmente, "nas tintas".
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Os portugueses estão desprezados em Banguecoque e no Phuket!
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Mas vamos descrever a história que nunca foi contadada.
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Antes não o poderia fazer, porque era funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros e se desse com a "língua nos dentes" sujeitava-me às consequências de um processo disciplinar e prejudicar a minha reforma.
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Hoje livre posso fazê-lo porque já não me farão mais dano do que aquele me hajam feito...
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Hoje, 26 de Dezembro de 2011, estou sentado na mesma cadeira, à frente da mesa que me encontrava, no mesmo dia, há seis anos (2004), no rés-do-chão de minha casa nos subúrdios da cidade de Banguecoque.
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Domingo, 26 de Dezembro de 2004, um dia depois da festa do Natal. Morrinhado, encostado, inclinado na cadeira com o televisor desligado. Minha mulher e filha no primeiro andar da casa.
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Coisa rara, contra o habitual, de minha mulher não ter o rádio ligado ou a televisão. Na minha casa há duas culturas e duas televisões.
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Uma na minha sala/biblioteca para ver, por norma, os canais da RTPi, TVE (espanhola) e TVI (italiana) e outra no primeiro andar, em tailandês, para minha mulher.
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Nenhum de nós, mulher, filha e eu, sabia da tragédia que tinha acontecido no sul da Tailândia e de outros países banhados pelo oceano Índico.
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Por volta das dez e meia da manhã, recebo uma chamada do número dois da Embaixada de Portugal, Jorge Marcos com palavras baralhadas que até não sabia aquilo que me queria transmitir. Mas acaba, por repetir a frase duas vezes:  
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"aconteceu um maremoto no Phuket e deve ter feito muitas vítimas entre os portugueses e vão precisar de auxílio!".
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Adiantou ter já telefonado para o Narong (funcionário tailandês da Secção Consular) e que o não tinha encontrado, etc.etc.. 
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Não solicita de mim qualquer ajuda e mostrou, apenas, a preocupação de que a comunicação social de Macau me iria telefonar para casa e visse aquilo que os informava.  
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Respondi-lhe que estava, absolutamente, fora da informação (o que era um facto) depois da administração portuguesa de Macau ter sido transferida, em 21 de Dezembro de 1999, para a China, a Agência Lusa já não necessitava de meus serviços informativos.
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o Diplomata Jorge Marcos recomendou-me, mais uma vez, o recado que no dia seguinte saísse de casa vestido de casaco e gravata porque teria que ir assistir à exumação das ossadas de dois cônsules de Portugal, no Cemitério da Silom Road, na baixa de Banguecoque.
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Um, Luis Leopoldo Flores, falecido a 15 de Março de 1917; outro o Dr. Joaquim Campos, falecido a 13 de Maio de 1945. 
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As exumações das ossadas devia-se a mim, isto porque a Igreja Católica tinha-se apossado do largo terreno, na Silom Road, situado a uns 500 metros da zona comercial, antiga, de Banguecoque, a Chalerm Krung Road, onde parte da população católica, europeia e pioneira do desenvolvimento da capital da Tailândia dormia o sono eterno. Ora Igreja Católica começou a partir os túmulos a retirar as ossadas. 
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Se, ainda, houvessem descendentes  se insurgissem contra a profanação a Igreja do Vaticano, esta de "pésinhos de lã" conseguia convencê-los que as ossadas iriam ser transferidas, antes benzidas com água benta e os responsos de um pároco, para o cemitério de Nakon Phaton, assim como os mausoléus ou campas de cobertura de mármore construídos, fielmente. 
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Se a famílias já tivessem sido extinguidas, não havia o cuidado de preservar a história, os ossos, as coberturas tumulares. Que se lixe a memória dos mortos e o interesse é de preservar a ganância dos vivos!
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Vários mausoléus foram destruídos e inclusivamente um de uma família (tenho fotos), luso descendente, a prestigiosa família Colaço de Macau, artisticamente, cinzelado em mármore de Carrara e possivelmente (por não havia outros em Banguecoque) um marmorista e artista italiano. 
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O mausoléu de Luis Leopoldo Flores e o túmulo do Dr. Joaquim Campos (uma figura, no seu tempo, que teve nome na cultura de Banguecoque e na Siam Society) iriam ter a mesma sorte que teve o da família Colaço.
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Alertei o Embaixador Lima Pimentel da profanação e ficou assente que a Igreja Católica de Banguecoque, iria retirar as ossadas, construir novas cópias das sepulturas e transferi-las para o no novo Cemitério de Nakon Phaton (40 quilómetros de Banguecoque).
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Depois do telefonema, baralhado. de Jorge Marcos  avisei minha mulher da tragédia, sucedida, no sul da Tailândia que de imediato ligou o televisor para canal 5 de Banguecoque e o recetador de rádio para as estações locais.  
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Eu liguei para a RTP1, o computador e pela internet tomo o contacto com as principais agências noticiosas e jornais de todo o Mundo.
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A população de Portugal dormia, dado que o tempo na Tailândia vai à frente 7 horas. Portugueses de Macau, como em anos anteriores, programaram suas férias do Natal para a Tailândia e um dos lugares preferidos era o Phuket com vôos diretos daquele território, para esta estância balneária. 
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Por volta do meio dia, telefonou-me de Macau o Pedro Baillot (já falecido) funcionário do Consulado Português a perguntar-me se não haveria nenhum problema de a Rádio Macau me telefonar e eu dar alguma informação. 
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O Pedro tratava-me por colega e que de facto o éramos, mas também conhecia o risco que poderia estar sujeito se fornecesse informações à Rádio Macau. Respondi-lhe:  
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"colega eu não tenho informações nenhumas com valor e as que tenho são as mesmas da Rádio Macau através da Internet"
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Os canais de televisão, de Banguecoque, começam a transmitir as primeiras imagens do acontecido e vê-se uma onda alterosa a passar por cima das árvores, as pessoas em pânico a fugir e logo a seguir a nadar, juntamente com as cadeiras e mesas dos hoteis a boiar nos jardins, em procura de salvar suas vidas.
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Eram as preliminares imagens que foram vistas na Tailândia.
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A CNN, a BBC, os diários de Banguecoque, "The Nation" e o "Bangkok Post" com correspondentes no Phuket transmitiam notícias que pouco me diziam da dimensão da tragédia e até, o habitual, o aproveitamento de correspondentes ou jornalistas em cada um procurar ser o primeiro a enviar a "cacha" do Tsunami que não imaginavam, a dimensão que a mesma tinha e os milhares de vítimas (125 mil?) que tinha produzido.
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A primeira deturpação foi noticiada pela correspondente da Lusa, em Pequim, Graça Guise de férias no Phuket: 
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" Os portugueses que se encontram na ilha do Phuket, Tailândia, encontram-se bem, tanto quanto conseguiu apurar a correspondente da Lusa em Pequim, Graça Guise, que se encontra de férias no local" e em outro parágrafo: " O embaixador de Portugal na Tailândia encontra-se ausente em férias e os assuntos relativos aos cidadãos portugueses estão a seguir pelo encarregado de negócios em Banguecoque, com quem o contacto ainda não foi possivel,"
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Quando as gentes de Portugal, ao princípio da manhã (dia 26) seriam aqui na Tailândia 2/3 da tarde, tomam conhecimento da tragédia, pelos canais de televisão, meus familiares começaram a telefonar-me; amigos pelo e-mail se eu e minha família estávamos bem. Sosseguei-os que a tragédia tinha acontecido muito distante e em Banguecoque não tinha passado nada.
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Ninguém da informação me contactou, tão-pouco a Lusa de Macau, dado estar desligado. O cartão que me identificada como correspondente, tinha caducado; não foi renovado, sem "burro-queres-tu-água", de uma justificação pela não renovação.  
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Fui anotando em papeis e imprimindo todas as notícias que retirava da Internet dos noticiários das agências noticiosas e dos principais jornais do mundo.
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Mais tarde encadernei estes documentos e hoje perfazem um volume com umas centenas de páginas. Minha casa funcionava como uma agência de informação, para arquivo.  
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Minha mulher em contacto com a comunicação social tailandesa que me ia traduzindo e eu com a estrangeira. Estivemos os dois em cima dos noticiários, dentro da dimensão da tragédia até à uma hora da manhã de 27.
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Junto à meia-noite, do dia 26, transmiti-me minha mulher, que o Governo tailandês tinha colocado à disposição um avião e transportado 30 diplomatas de embaixadas acreditadas na Tailândia. Desde a parte da manhã do dia 26 quando Jorge Marcos me telefonou, nunca mais entrou em contacto comigo.
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Eu também não lhe telefonei, porque o Jorge Marcos era um daqueles diplomatas, pouco sociáveis e baixar-se em receber conselhos de um "manga de alpaca" nunca! 

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Europista, mantinha-se creio, em contacto com os diplomatas, seus colegas, da União Europeia da praça diplomática e  de Banguecoque.
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Marcos diplomata "novato" tipo prodígio, que já nasceram com o dom (!!!) de servir e representar Portugal no estrangeiro!
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Ora este "rapaz" custava os olhos da "cara" ao contribuinte português; vivia num apartamento num dos locais mais belos de Banguecoque, cujo o preço rondaria, umas dez reformas, mínimas, de famílias portuguesas.
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Foi um diplomata (com pouco mais de meia dúzia de anos de carreira) que desde o princípio de sua comissão, em Banguecoque, desconfiava da minha seriedade e estava sempre de pé atrás. Desconfiado como o "raio que o parta". Homem de instântaneos e estéricos gritos, cujos estes se poderiam, sem ponta de dúvida classificar de urros.

 Crise em Portugal? Que ideia... Há por aí rapaziada medíocre que a crise para eles passa ao largo! O que é preciso é ter um pai, um amigo no Palácio das Necessidades e saiba dizer: "é pá arruma por lá o meu rapaz...!!!)
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Ele também tinha lido a "famigerada" carta (abaixo aposta e o favor de clicar, em cima, para a ler), encerrada no cofre da embaixada, dactilografada pelo Embaixador Castello-Branco (já publicada neste blogue) em que me dava um indivíduo perigoso intriguista etc.etc.

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Além do mau relacionamento que teve comigo, os portugueses residentes em Banguecoque e os utentes da Secção Consular, não o tiveram, o melhor, com o Jorge Marcos.  
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Chegaram queixas de utentes do consulado às Necessidades e uma queixa foi publicada em caixa grande num jornal de língua tailandesa, cuja cópia tenho comigo e traduzida para a língua inglesa, por minha filha Maria.
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De Lisboa chegava um ofício a pedir a justificação; havia uma desculpa do Marcos e o "mau da fita" (aliás sempre) era o utente.  
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Naquele Palácio das Necessidades tudo se encobre no que diga respeito a diplomatas e nem que um roube os talheres de prata a um seu colega destacado em Luanda há uns anos ou, igualmente, um chefe de missão ter sido expulso de um país africano por ter sido apanhado na prática de ato homossexual com um nativo.
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Depois de saber que 30 diplomatas tinham partido para o Phuket, pensei que dado à tragédia Tsunami que o Jorge Marcos, junto à embaixada da Santa Sé, combinaria outro dia para a exumação das ossadas dos cônsules portugueses, sossegados, havia dezenas de anos no seu descanso eterno.
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À cautela, parti de casa com um casaco e uma gravata no carro, dado que nunca se saberia para que lado estava virado o Marcos.  
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Na altura e porque havia obras na chancelaria, em fui arrumado para um velho armazém onde ali dactilografava os telegramas e tratava do expediente. 
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Junto à chancelaria foi construida uma casa pré-fabricada, com três salas, uma servia para atender os utentes; outra para o contabilista (que sempre duvidei de sua honestidade) canadiano, Alipio Monteiro e mais outra para o Jorge Marcos, onde se fechava a sete chaves.
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Para se entrar no seu gabinete teria que se pensar duas vezes porque não se sabia em que modos ele estaria. Pouco depois das seis e meia da manhã, do dia 27, estava na embaixada a recolher o expediente.  
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No telefone do armazém e meu local de trabalho começaram a chegar vários telefonemas de pessoas aflitas quer da Tailândia ou de Portugal.
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Fui tomando nota das informações que depois entregaria ao Marcos quando chegasse. Junto às nove e meia da manhã diz-me: então não trouxe o casaco e a gravata, para a cerimónia? 
-Respondi-lhe:
-Está no carro senhor doutor...
-Vá então arranjar-se.
-Acrescentou vamos de táxi.
-Mas... mas.. senhor doutor será melhor irmos no meu carro.
-Não, não, vamos de táxi para o cemitério.
Há saída da porta da embaixada digo-lhe:  
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" senhor doutor sabe que o Governo da Tailândia colocou um avião à disposição da diplomacia e seguiram 30 representantes das embaixadas e inclusivamente o Embaixador Marco António, do Brasil, também foi no grupo?"
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O Marcos respondeu-me:
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" já sei, não tenho pessoal eu seguia e deixava você aqui assinar os papeis?" Respondi-lhe apenas: "Senhor Doutor é necessário saber gerir este assunto..."
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Não adiantei como o deveria fazer: 
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"o senhor doutor não seguia para o Phuket, mas mandava-me a mim, porque eu lá seria um alento para os sinistrados e psicologicamente uma ajuda" .
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Os portugueses no Phuket necessitavam ali alguém que representasse Portugal, falasse a língua, porque no estado emocional, em que se encontravam se sentiriam, moralmente, protegidos.  
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Na segunda-feira dia 27 do Ministério dos Negócios Estrangeiros não havia nenhuma comunicação na embaixada.
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Mas antes de partirmos para as exumações, o Marcos apressou-se a solicitar ao Ministério em Lisboa para lhe enviar 50 mil dólares, americanos, para fazer face a previsíveis despesas. Fui eu que expedi o fax para o ministério e a recomendação do Marcos que não divulgasse, como se eu dentro da embaixada fosse um "boca de lavagem".
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O certo foi que esse montante chegou a Banguecoque e tenho as minhas dúvidas (porque perguntei ao contabilista, canadiano, Alipio Monteiro, há cerca de um ano e houve gaguejamento na resposta) se as contas referentes às depesas "Tsunami" foram enviadas para Lisboa... .
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Penso que não foram, enviadas, porque os arquivos da contabilidade que sempre estiveram juntos ao geral e tratados por mim, desde que o contabilista, canadiano, Alipio Monteiro, foi admitido, pelo embaixador Tadeu Soares (1999-2002) na embaixada em Julho de 1999, foram "trancados" a sete chaves, o que me leva a desconfiar de ilegalidades, protegidas pelos chefes da Missão Diplomática Portuguesa em Banguecoque.
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Um caso entre outros, ocorrentes, na Embaixada de Portugal em Banguecoque de quem de direito deveria averiguar!  
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E além do mais, embora fale português, nunca se identificou, na embaixada, com a nacionalidade lusa.
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No cemitério da Silom Road, houve cerimónia religiosa, presidida por um padre e "barrufadelas" de água benta nos túmulos dos cônsules, antes do martelo vibrador e os maços de 14 libras principiassem a partir o cimento até chegar aos caixões, que estavam intactos, mesmo mergulhados num lençol de água, dado a ter sido marceneirados em madeira de teca que é eterna, dentro de água.  
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Passei ali um dia, vestido de casaco e de gravata pendurada ao pescoço, sob uma humidade terrível.
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A operação terminou ao princípio da noite e depois dos ossos serem arrumados num caixas de aço inoxidável, selados na minha presença, parti para casa.
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Não deixa de ser curioso que durante os meus 24 anos na Embaixada de Portugal em Banguecoque, foi o meu único e último cato consular que pratiquei, como funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, naquela missão!
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Mas logo no dia 27 a leitora de português, Ana Sofia, destacada nos serviços culturais da embaixada, começou a receber telefonemas de pessoas de Macau (a Sofia tinha sido, ali, por vários anos professora) que lhe pediam informações, dado que o Jorge Marcos não atendia as chamadas de ninguém.
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A Sofia e porque tinha criado amigos jornalistas em Macau, inclusivamente o jornalista Paulo Azevedo do jornal "Ponto Final", a quem oferecia acomodação na sua casa de quando se deslocava a Banguecoque, divulga o que se está a passar na embaixada e o desprezo que o Marcos estava a dar aos portugueses.
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O Paulo Azevedo além de jornalista do "Ponto Final", era o correspondente da TSF e creio de outros jornais. A Sofia chegou a discutir com Marcos e este colocou-a fora do seu gabinete. O telefone tocava mas as ordens que havia do Marcos era não atender...
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No dia 28 vou para a embaixada e no meu armazém, distante uns 30 metros dos serviços centrais, provisórios, com extensão de linha o funcionário tailandês passava as chamadas dos portugueses e lá ia tomando nota das solicitações e passava-as ao Marcos.  
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Do lugar onde me encontrava não via nada do que se passava nem tão-pouco poderia sair de lá porque seria desde logo repreendido pelo Marcos.
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Mas mesmo estando assim, nestas condições precárias de observação, cheguei a ver na rua um jovem, amparado pela namorada e apoiado em duas muletas que teria ido à embaixada pedir apoio económico e foi-lhe negado.
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O Embaixador Lima Pimentel, em Lisboa, para onde tinha seguido de férias e passar a consoada com a família e ao mesmo tempo, aproveitar para participar no Seminário Diplomático que há muitos anos se realiza em princípios de Janeiro, sem encargos de viagem para o Estado. 
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O seminário é mais ou menos para os senhores embaixadores, devido à vida árdua que levam durante o ano se reunirem com a família e dar uns abraços aos seus colegas (sem punhal para lhe cravar nas costas) e perguntarem-lhe: "É pá como te tens dado por lá (estrangeiro)?
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Um telegrama seguiu para Lisboa no dia 20 de Dezembro a informar que o Senhor Embaixador Lima Pimentel partia, de Banguecoque, neste dia, o que não correspondia à verdade, porque o senhor embaixador saíu de Banguecoque no dia 18.
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Isto foi normal (a hipocrisia e a mentira) durante muitos anos que dactilografei telegramas de férias a outros embaixadores que as datas de partida nunca correspondiam à veracidade... No dia anunciado já estavam em Lisboa ou noutro sitio que entendessem.
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O senhor Secretário-Geral até sabia disso porque ele certamente quando foi embaixador, numa missão no estrangeiro, fez o mesmo!  
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Lima Pimentel está em Lisboa os jornais portugueses, a rádio e na televisão estão a difundir fortes críticas.
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O Jorge Marcos em Banguecoque que deveria estar a comunicar com o Lima Pimentel a dar-lhe conta da situação não o informa da gravidade da situação. Quem seria eu para o Pimentel para me pedir informações...
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Talvez as tivesse pedido à sua cozinheira da residência... e nunca a mim!
Porque se me contactasse eu lhe diria: 
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"senhor embaixador parta imediatamente para Banguecoque, porque isto, por aqui, estar a dar muita "sarrabulhada". É preciso moralizar as famílias e os portugueses que se encontram, afectados, no sul da Tailândia".
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O porta-voz do ministério Carneiro Jacinto está a dar, a seu jeito, as informações à imprensa e a vender "gato por lebre".
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O honesto e prestigioso diplomata Ministro dos Estrangeiros, Dr. António Monteiro (não merecia isto...), está a ferro e fogo com a imprensa e indispõe-se, injustamente, com ela. 
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A secretária, tailandesa, de Lima Pimentel de férias de Natal junto a sua família, no sul da Tailândia (muito perto do Phuket) o Marcos manda-a para lá.
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Telefono-lhe, particularmente, como as coisas se estavam a passar pelo Phuket e informa-me muito mal. E acrescenta ter telefonado para Portugal para o Lima Pimentel e diz-me:  
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"ele (embaixador Lima Pimentel) não quer saber disto para nada...!
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No dia 28 saí da embaixada, dei conta das mensagens recebidas ao Marcos (já todo atarantado e sorte de não ter sido espancado, naquela tarde, por um português que lhe quis chegar a roupa ao "pelo" pela incorrecção), pediu-me se poderia ir para a terminal doméstica do aeroporto de Banguecoque e esperar pelos portugueses.
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A professora Ana Sofia também iria com alunas do curso de português. Eu não sabia aquilo que se estava a passar no aeroporto...  
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Jantei à pressa e pedi a minha mulher e filha me acompanhassem ao aeroporto. O tráfego automóvel era intenso e levei umas duas horas a chegar minha casa ao aeroporto (40 quilómetros pela expressway).
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Quando cheguei já estavam representantes de todas a embaixadas de Banguecoque com cartazes erguidos à espera dos seus nacionais feridos ou sãos para lhe prestarem assistência. 
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Num bloco de papel com uma "mark pen" que pedi por ali escrevi, em letras gordas, o nome de Portugal. Sabia-se já que o Embaixador Lima Pimentel chegaria, de Lisboa, ao outro dia.
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Era preciso despistar a imprensa porque se saberia que ela estaria em cima do caso e nisto, porque segui nela inserido muitos anos e sou especialista.
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Ou se enfrenta a imprensa como o forcado os cornos do boi, ou se "aninha" a ela e, então, está o "caldo entornado" e eles os jornalistas a dar largas à alegria.
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No dia 28 ainda não havia jornalistas em Banguecoque, mas penso, clandestino, o Paulo Azevedo (meu amigo e o gajo mais irreverente que conheci na comunicação social em Macau), protegido pela leitora Ana Sofia.
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Regressei a casa, deixando a Ana Sofia e uma funcionária do Ministério que, mais outro funcionário que tinham sidos despachados para Banguecoque, para deitar água na fervura às críticas que corriam na imprensa portuguesa. 
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Em casa, com a ajuda de minha mulher e filha pela uma hora da manhã, do dia 29; porque sabia que o Lima Pimentel chegaria de Lisboa, acompanhado do chefe do gabinete do Secretário das Comunidades Portuguesas e, certamente à espera dele, no aeroporto, jornalistas, haveria que tomar uma acção.
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A necessidade de impressionar, os jornalistas (frios e alarmantes) pelo menos com gente e cartazes com o nome de Portugal e bandeirinhas coladas, na sala de chegada dos voos domésticos do aeroporto de Banguecoque.
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Tudo isto é de minha autoria porque nem isto o Marcos percebia ou teria a ideia. Com ajuda de minha mulher e filha, fizemos vários cartazes, pregados em ripas, onde foi escrita a palavra Portugal e coladas em cada um duas bandeirinhas das quinas.
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Havia a imperiosa necessidade de mudar a ruim imagem da Embaixada de Portugal em Banguecoque; do ministério dos Negócios Estrangeiros, que devido à negligência e o desinteresse de dois diplomatas que viria a provocar, tamanho, tumulto nos portugueses que se estendeu ao Brasil.
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A tragédia que de facto tinha sido enorme, os portugueses a férias no Phuket foram os menos afetados.
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Muitos portugueses, residentes, em Macau destinam suas férias natalícias para o Phuket e regressaram feridos e sãos, diretamente, de avião, do Phuket para Macau.  
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Um dos feridos foi a jornalista (minha amiga) Fátima Cid, da Rádio Macau, que com várias escoriações, teve a felicidade de salvar-se daquele inferno. Na noite de 27, a Fátima já estava em Macau e dá uma entrevista à RTP sem o tom de alardes. 
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O Turismo de Macau instalou um gabinete de emergência em Banguecoque para assistir chineses/ macaenses/portugueses residentes em Macau.  
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O Consulado Geral de Macau, enviou o funcionário (não diplomata) Pedro Baillot e foi brilhante nas entrevistas que concedeu à RTP. Tomara o embaixador Lima Pimentel ter sido tão "desenrascado" com o foi o Pedro Baillot naquela que deu no Phuket à RTP"...!!!
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Na manhã do dia 29, passado três dias da tragédia, logo de manhã estava na sala de desembarque dos voos domésticos, do aeroporto o jornalista da Lusa/Macau, José Costa Santos, com uma fotógrafa.  
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O Costa Santos estava bem informado, bem melhor que eu, que Lima Pimentel chegaria a Banguecoque naquela manhã e o número do voo. O Costa Santos com quem trabalhei por muitos anos na qualidade de correspondente da Lusa na Tailândia é um jornalista moderado, consciencioso e não sai das regras, deontológicas, aqui na Ásia, de noticiar nada que possa colocar em causa o nome de Portugal.  
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Mas não foge à realidade de transmitir a verdade dos factos ocorridos. Entrevistou Lima Pimentel (eu observei) à chegada ao aeroporto, solicitou-lhe uma entrevista na Embaixada. Lima Pimentel marcou-lhe para as duas da tarde daquele dia.
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O jornalista da Lusa apresentou-se ao guarda do portão da embaixada, este franqueou-lhe a entrada e ficou por ali (fora da chancelaria em casa pré-fabricada) para que o levassem junto ao Embaixador Lima Pimentel.
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Entretanto surge o Jorge Marcos e dando conta do Costa Santos acompanhado da fotógrafa, aos altos berros dá ordens ao guarda para o colocar na rua. Não sei que palavras, pacíficas, o Costa Santos teria proferido ao Marcos, mas o certo foi, mesmo entrevistando, o Lima Pimentel, na Residência, este não meteu na linha o Marcos.
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Durante 12 dias deixei de ir à embaixada e o meu serviço era das seis da manhã até às 10/11 da noite na sala de desembarque dos vôos domésticos do aeroporto de Don Muang, à espera de portugueses do Phuket.
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Nos 12 dias que estive, no aeroporto de plantão, todos os portugueses que foram à mesa de Portugal não necessitaram de apoio, apenas só no último dia entreguei um passaporte a um , residente em Macau, que tinha perdido a mulher e a filha bé-bé.
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Ao fim de 12 dias abandonei o aeroporto e poucas embaixadas por lá ficaram com as suas mesas de assistência aos seus nacionais.
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Tudo se poderia ter evitado e o Governo Português ter sido vexado se de facto o "aspirante" a diplomata, Jorge Marcos, tivesse usado a cabeça em vês dos pés.  .
O Embaixador Lima Pimentel ignorou aquilo que os jornais, bem informados estavam, a colocar a "ferro e fogo" o seu nome e o péssimo serviço da embaixada.
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O Secretário-Geral dos Negócios Estrangeiros; o Secretário de Estado para as Comunidades Portuguesas no Estrangeiros não tenham tomado uma acção imediata e não só o Presidente da República e o Primeiro-Ministro não ficaram ilibados de culpas, perante a opinião pública.
Todos  tiveram culpas!
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Era Natal e sabemos que depois da consoada, por norma, todos os do poder "hibernam" após as festividades natalícias.
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Mas as tragédias não hibernam, nem escolhem a datas, já assim aconteceu de quando o terramoto de Lisboa, em 1755 e no "Dia-de-Todos-os Santos".  
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Não passou nada com o Embaixador Lima Pimentel ou tão-pouco com o Jorge Marcos... O Jorje  Marcos partiu, depois de terminar a comissão em Banguecoque, para o Recife, Brasil, (presentemente em Lisboa na Secretaria de Estado) e Lima Pimentel terminou a comissão em Banguecoque (onde passou, creio, o seu melhor tempo nos meandros da diplomacia) e partiu para Oslo.
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O embaixador da Hungria, praticou a mesma acção que Lima Pimentel (ignorou os cidadãos de seu pais) e foi exonerado: A Agência France Press no dia 5 de Janeiro de 2005 metia na linha noticiosa a peça seguinte:
Hungarian envoy loses Bangkok job."Budapest -

Hungarian Prime Minister Ferench Gyurcsany has recalled his ambassador to Thailand for falling to break off his holiday in the after-math of the tsunami disaster.The Ambassador, Janos Vandor, was on holiday in Hungary during Christmas and New Year and only returned to Bangkok on Jan 5."After a review of the case, I ordered the [foreign] minister to recall Janos Vandor with immediate effect and relieve him" of this position, Mr. Gyurcsany said in Budapest.The foreign ministry said that only five of the hundreds of Hungarian tourists in the region at the time are still missing. There were in Thailand and one each in Indonesian and Sri Lanka. AFP 
 
Tradução:


Embaixada húngaro perdeu o emprego em Banguecoque


"Budapeste.
Primeiro-Ministro húngaro Ferench Gyurcsany recordou que seu embaixador, enviado para Tailândia, para representar seu país não interrompeu suas férias depois de ter conhecimento do disaster, tsunami.


Janos Vandor, estava de férias na Hungria durante o Natal e Ano Novo e só voltou a Banguecoque em 05 de janeiro. (Nota nossa: 11 dias depois)


"Após uma revisão do caso, eu pedi ao Ministro dos Estrangeiros para informar o Embaixador Janos Vandor, com efeito imediato, aliviá-lo" desta posição. Disse senhor Gyurcsany em Budapest.

The Ministério das Relações Exteriores disse que apenas cinco das centenas de turistas, húngaros, na região no momento ainda estão desaparecidas. Havia  turistas húngaros na Tailândia um na Indonésia e outro em Sri Lanka. AFP


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No dia 25 de Janeiro de 2005 fui reformado por atingir o limite de idade.  
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A vida continuou na Embaixada de Portugal em Banguecoque...
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Ninguém foi beliscado. O beliscado fui eu que tive aguentar e ver aquilo que calhou, sujeitar-me a humilhações e, mesmo, sendo "bom rapaz" .

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Haveria muito mais a divulgar. Fico por aqui. Talvez para o ano de 2012 escreva algo mais. 
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As fotos apostas abaixo bem dão a dimensão da tragédia. Foi de louvar a ação  do Governo Tailandês que com todos os esforços conseguiu minimizar os efeitos do maremoto.
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José Martins 26.12.2011