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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DIVULGAMOS COMUNICAÇÃO RECEBIDA DA EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BANGUECOQUE

Exmo(a). Senhores e Senhoras,
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A Embaixada de Portugal em Banguecoque apresenta os seus cumprimentos e tem a honra de junto enviar uma carta de S. Exa. o Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Torres Pereira, dirigida à Comunidade Portuguesa informando sobre o conjunto de três iniciativas nas igrejas da Conceição, do Rosário e de Sta. Cruz, em Banguecoque, que terão lugar entre os próximos dias 8 a 11 de Dezembro, no quadro das Comemorações dos 500 anos de Relações Diplomáticas entre Portugal, para as quais também convida à participação da Comunidade Portuguesa e dos luso-descendentes.
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Neste contexto, muito se agradeceria também a mais ampla divulgação da carta em apreço.
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Com os melhores cumprimentos,
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Embaixada de Portugal
26 Bush Lane (Soi New Road 30)
New Road, Bangrak                                                                      
Bangkok 10500                                               
Thailand
Tel.: (+66) 2 234 7435 / (+66) 2 234 0372
Fax: (+66) 2 639 6113
  

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

RESQUÍCIO DO PASSADO EM MEMÓRIA PRESENTE

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O embaixador Andersen Guimarães será o nosso representante de Portugal em Washington, soube O Independente. Andersen é actualmente o responsável do Governo no grupo de ligação  luso-chinês para tratar a questão de Macau e vai substituir Francisco Knoffli, que vem para Lisboa ocupar o cargo e secretário-geral do Ministério.Esta é uma das muitas mudanças que Durão Barroso preparou a que já estão em Belém nas mãos de Mário Soares. Quanto a António Monteiro, director-geral dos Negócios Políticos, fica nas Necessidades.
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Francisco Knoffli abandona assim a Embaixada, regressando a Lisboa para o lugar de secretário.geral do MNE. Gabinete até agora ocupado por Costa Lobo, que vai substituir em Londres o embaixador Vaz Pereira. É o movimento diplomático em marcha, cujo pacote o ministro dos Negócios Estrangeiros já terá enviado para a Presidência da Republica.
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Preparada em grande segredo, as mudanças de embaixadores vão atingir postos-chave da diplomacia portuguesa, levando mesmo ao abandono de funções por limite de idade de alguns diplomatas. É o caso de Vaz Pereira, que deixa a chancelaria na capital britância. Também Sebastião Castelo Branco deverá abandonar Bangkok pelas mesmas razões.
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Lopes da Costa será transferido para Dublin, deixando vago o lugar no Maputo, que tudo indica será ocupado por Rui Brito e Cunha que assim deixa Argel. Ainda nos PALOP, Rocha Páris deverá continuar em Luanda, enquando o embaixador Rosa Lã vem da Guiné-Bissau para Lisboa, onde irá ocupar o lugar de assessor diplomático do primeiro-ministro.
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É a substituição, já conhecida, de António Martins da Cruz, que deixa Cavaco Silva, ao fim de 11 anos, parea assegurar o cargo de embaixador de Portugal na NATO, em Bruxelas. Outro posto que ficará vago é o de Paris.
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Segundo fontes contactadas por Independente, Varsóvia é um destino possível para Sherman de Macedo. A vaga será ocupada por José Pauloro das Neves que deixa a Reper, sendo.... (ilegível na fotocópia).
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Mathia continua. Madrid
Roma e Brasília, postos ocupados, respectivamente pelos embaixadores Leonardo Mathias, Nunes Barata e Ribeiro Menezes, não deverão sofre alterações, Já Pinto da Franºa poderá deixar Bona.
Entretanto, o secretário-geral da UEO, embaixador José Cutileiro, já tem chefe de gabinete. É Bernardo Futscher Pereira, que assim abandona o cargo de secretário da Embaixada portuguesa em Telavive.
Depois deste movimento diplomático é bem possível que outras alterações possam ocorrer. É que normalmente a rotação de embaixadores é feita por faes.
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Negócio asiático.
A manutenção da Embaixada de Portugal na Tailândia é assegurada pelos proprietários do edifício de um dos hotéis da cadeia Sheraton, em Bangkok, soube O Independente de fonte diplomática.
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A troco de usufruto do jardim da Embaixada, que inclui “court” de ténis e piscina, o hotel assegura todos os trabalhos de manutenção do jardim, da chancelaria, da residência do embaixador e das casas dos empregados. Trabalhos que orçam em cerca de seis mil contos por ano. Conforme apurámos, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que só há pouco tempo começou a enviar verbas para fazer face a estas despesas, apenas destina para este efeito cerca de 600 mil escudos anuais. Montante irrisório.
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Tudo começou em 1982, Nesse ano iniciou-se a construção do Royal Orchid Sheraton num terreno contíguo à Embaixada portuguesa, instalada no local desde 1820. O terreno da representação foi doado pelo Rei Rama II, do então Rei de Sião. Os portugueses chegaram em 1811, e poucos anos depois tinhamos a primeira representação diplomática ocidental. E, durante 39 anos, fomos os únicos. Um verdadeiro património histórico, ao qual o Governo português não tem dadi manutenção.
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Lixeira. A propriedade tem uma área de aproximadamente quatro mil metros quadrados e hoje os jardins da Embaixada fazem as delícias dos hóspedes do hotel vizinho.
Antes deste “gentlemen agreement”, os donos do edifício ficaramn horrorizados com o “degradante” espectáculo que era dado ver aos clientes do Sheraton. Ali mesmo debaixo do seu nariz era um verdadeiro matagal cheio de lixo completamente abandonado.
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Existem fotografias da altura que ilustram a cena “repugnante e deprestigiante para Portugal”, conforme disse  a O Independente o embaixador em Bangkok, Sebastião Castelo Branco, que começou por confirmar a existência desta insólita situação.
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E, apesar de insólita, ela é necessária. Porque, como nos adiantou o embaixador português, “o acordo foi excelente, porque isto era vergonhoso para Portugal. A responsabilidade era de todos os governos, sem excepção”. Se o acordo fosse quebrado “começava tudo a cair, já que a humidade e a água infiltram-se com muita facilidade. Eram meia dúzia de meses para a degradação total, adiantou Sebastião Castelo Branco. Um negócio de mútuos benefícios.
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Embora este acordo tenha sido autorizado pelo secretário-geral do MNE na altura, ele não chega a ser um contrato de arrendamento. Foram sobretudo trocas de cartas entre uma e outra entidade que permitiram manter de pé esta colaboração. Uma relação frutuosa que permite aos hóspedes do Sheraton utilizar a piscina e o “court” de ténis sem que para isso tenham de pagar qualquer quantia.
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Um verdadeiro intercâmbio cultural. Do mesmo modo, os jardins são cedidos gratuitamente ao hotel sempre que este deseja lá realizar festas.  No entanto, neste caso, a administração tem de fazer o pedido por escrito ao embaixador, que tem o direito de recusar se assim o entender. Tudo por uma questão de segurança, visto que é necessário utilizar portas de passagem da Embaixada para a introdução de materiais, com mesas, cadeiras, etc..
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MNE não sabe. Para o representante diplomático de Portugal em Bangkok, a Embaixada e os terrenos que a circundam, uma propriedade de quase quatro hectares sobre o rio Chao Phaya, são uma preciosidade histórica da presença de Portugal na Ásia”. Uma região por cujos mercados os portugueses não têm muita apetência, já que, de todos os países da União Europeia, incluindo a Grécia, Portugal é o único que não tem ali qualquer representação dos seus interesses comerciais.
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Curiosamente, em Lisboa o Ministério dos Negócios Estrangeiros não tem conhecimento desta questão. Nem o ministro nem o Gabinete de Informação e Imprensa, Contactado por O Independente, a reacção foi de desconhecimento do assunto e a promessa sobre a recolha de informação e um comentário ao “pitoresco” desta cena da nossa diplomacia. Até ao fecho desta edição a resposta ficou nas Necessidades.
Paulo Lavadinho
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À MARGEM: Poderia acrescentar muito em relação ao deturpado artigo que O Independente publicou com imensos erros de informação, em 2 de Dezembro de 1994. Porém, esta investigação, foi entregue antes, à falecida jornalista, do O Independente, Ana Osório que por carta,na altura contactou o embaixador Castelo Branco de quem a finada viria a ter conhecimento que sua mãe tinha sido professora do embaixador e então, pelo que prevemos, entregou o trabalho a Paulo Lavadinho. – José Martins

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P.S. – Temos cópia em recorte do conteúdo acima transcrito.

REGRESSO À MINHA RUA E AO MEU RIO

 Assim foi hoje sem contar, mesmo nada, visitei a minha rua e o meu rio. 
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A minha rua a Charoen Krung (Rua nova) foi a primeira via construída na cidade de Banguecoque, no ano de 1861, durante o reinado do Rei Mongkut ou Rei Rama IV. 
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Numa travessa da Charoen Krung, desde 1820, situa-se a Embaixada de Portugal, onde exerci funções por mais de duas dezenas de anos e deixei-a, precisamente, há 46 meses, não na forma como haja  acontecido. 
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Pronto aconteceu, porque naquela missão diplomática desde que foi fundada, em 1820, sempre foi um espaço de intriga e eu fui um envolvido, nessa rede. Não alinhei nos esquemas, em voga e populares nos meandros do poder entre os portugueses que são destacados para representar Portugal no estrangeiro.
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Os portugueses são isto e já o foram, séculos atrás, em toda a Ásia a que até lhe chamo portuguesa. Mas deixo a história para mais adiante juntar a outras já escritas e arrumadas na internet ou encadernadas em prateleiras de minha casa. 
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Um amigo, de longa data convidou-me, hoje (23.11.2011) para almoçar e o repasto foi num restaurante indiano na travessa (Soi Praisani Klang) uma antes da que se instala a Embaixada de Portugal. 
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Cheguei uma hora antes da combinada com o meu amigo e por ali, em redor, fiz umas imagens. 
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Não visitei a chancelaria da Embaixada de Portugal, porque desde que a deixei em 16 de Janeiro de 2008, apenas lá entrei uma vez e foi para cumprir um dever cívico o de votar para a eleição do Presidente da República. 
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A razão por que não entro: "aquele espaço encontra-se demasiadamente poluído e só lá entrarei de quando for despoluído e entre no caminho da dignidade e esta a que uma missão diplomática portuguesa, estabelecida no estrangeiro, deve ter e não um lugar de servir interesses pessoais, de ilegalidades e uso de fundos públicos em modos de gasto à tripa forra. - José Martins
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 A placa que identifica a travessa Soi Praisani Klang, uma antes de chegar à que dá para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.


A margem esquerda do Rio Chao Prya e o muro do terreno, doado pelo Rei do Sião, em 1820 para ali ser construída uma feitoria, doca para construção de barcos. Neste espaço já Portugal se encontra representado há 189 anos e na Tailândia há 500 anos. Pouco ou nada foi feito e pior estamos, de momento, do que quando os portugueses, como os primeiros da Europa, a conhecer a Tailândia. Gente intrépida de que depois foi degenerando com o correr dos séculos. Hoje o pouco que ainda fomos no Reino da Tailândia desapareceu. As nossas representações, diplomáticas, são de croquete, vão olhando o passar os barcos no Rio Chao Prya, bebendo uns copos e partem de Banguecoque sem deixar história nenhuma.
Esta cidade de Banguecoque não para de crescer. As duas margens do Rio Chao Prya os espaços apetecíveis para a construção de torres.
Conheci as margens do Rio Chao Prya com casas em cima de estacas e armazéns de arroz que o modernismo fez desaparecer
A manhã estava bonita, fresca e com flocos de nuvens a flutuar sob o céu azul. O rio estava calmo e a corrente, bonacheirona, em direcção ao Golfo do Sião.
A Bandeira das Quinas, depois da ramagem da árvore tamarindeira, igual   aquela de quatro panos, que fotografei e olhei em dois mastros. Um há 16 anos um raio fe-lo tombar na relva do jardim.
A travessa Soi Praisani Klang 32 segue desde a Charoen Krung até ao embarcadouro do Rio Chao Prya. Enquanto o meu amigo não chegou para o almoço caminhei por ela até junto à margem do meu rio.
Ainda na Charoen Krung existem uns prédios antigos que os donos teimam em conservar e manter o estilo que a rua teve de quando ali foi o centro comercial de Banguecoque que se inicia na década trinta do século XIX.
A banca de venda de galinha frita e de sumos, com pedaços, de coco fresco. Conheci este depósito nas mãos de vários proprietários. Um deles, já entrado na idade, mas com uma mulher nova e bem ornamentada de ouro de lei de 99.99 de puridade.
Os correios centrais de Banguecoque. Estão ali desde finais dos século XIX.

Numa quina de travessa da Charoen Krung um remendão, sapateiro, aguarda seus clientes para umas meias solas ou uns tacões nos sapatos. Senta-se a seu lado direito um popular motorista de tuk-tuk, veículos de três rodas que circulam por todas as ruas da cidade de Banguecoque.
A mulher que logo pela manhã vende sandes, um pão aberto embebido com margarina e marmelada de frutos e em seguida aquecido. Sei quantas vezes, pela manhã, à senhora comprei as deliciosas sandes a 10 bates cada.
Na rua Charoen Krung nada por ali mudou. Algumas caras apenas partiram e outras tomaram-lhe o lugar. Os populares vendedores, ambulantes com seus carrinhos de duas rodas de bicicletas, de frutas e sumos ali extraídos.