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segunda-feira, 25 de julho de 2011

CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILANDIA - JORNAL "THE NATION" REFERE-SE AO HISTORIADOR JORGE MORBEY



Artigo publicado pelo jornal de Banguecoque, "The Nation" em 25.07.2011, referindo-se a uma palestra, proferida, em 19.07.2011, pelo historiador Jorge Morbey, das coisas históricas entre Portugal na Tailândia
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Contos de 'Xarnauz'
Por MANOTE Tripathi
The Nation
Publicado em 25 julho de 2011

Quando as velas portuguesas, chegaram ao Siam em busca de especiarias, significava simplesmente "mais um novo Reino a conhecer"
Os portugueses foram os primeiros europeus a entrar Ayutthaya em 1511. Hoje, cinco séculos passados, Tailândia e Portugal são os mais próximos amigos, tanto que um pavilhão tailandês está prestes a ser construído no coração de Lisboa para celebrar os cinco séculos de relações diplomáticas.
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Ainda hoje muitos portugueses, mantêm-se, ignorantes sobre a Tailândia. Generalidade, abunda, em muitos acreditando que a cidade de Banguecoque, capital do Reino da Tailândia, é na Indochina, onde o bambu está em toda parte e uma cidade, cruzada por rios e canais, e o filme divulgador "Tears of the Black Tiger" .
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As coisas foram piores no século 15, pouco antes dos portugueses chegados por terra a Ayutthaya. Eles tinham conhecido o nome do reino por comerciantes árabes que os informaram de que Siam era de fato chamado Xarnauz (da palavra persa Shahr-i-nao significa "nova cidade").
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Nossa capital Odia foi governado por um rei cristão. Sua distância Calicut foi de 50 dias, com um bom vento. O rei poderia reunir 20 mil homens de combate e 4.000 cavalos e possuía 400 elefantes de guerra. Xarnauz tinha muitas especiarias e benjoim, no valor de três cruzados a frazila, como também muito aloe, no valor de 25 cruzados o frazila.
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Historiador português e ex-conselheiro cultural da embaixada ex-Português, em Banguecoque, Jorge Morbey deparou com estes fatos ao pesquisar a história das relações do Sião com Portugal..
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Em conjunto com historiadores tailandeses, Morbey revelou suas descobertas na conferência recente sobre "500 Anos das relações portuguesas com o Reino do Sião, organizado pela Embaixada Portugal e o Departamento de Belas Artes, no Hotel Trang em Bangkok. "The em Siam e outros reinos do leste era parte do grande esquema de Portugal de encontrar rotas comerciais marítimas para o Oriente."
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Não foi fácil tomar as rotas terrestres, que eram controladas pelos otomanos. Em 1497, D. Manuel enviou quatro navios para o Oriente em busca de especiarias. Os capitães foram Vasco da Gama, seu irmão Paulo e Nicolao Coelho.
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Vasco da Gama não navegou para além dos mares da Índia, mas sua expedição (1497-1499) foi gravado em um roteiro de viagem escrito por Álvaro Velho, um membro da tripulação da frota de Vasco da Gama, que se refere o Siam como "Xarnauz".
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Uma imagem mais clara da Siam estava por vir a partir do século XVI, Tomé Pires, cronista (1.465-1.524), um boticário do príncipe D. Afonso, filho do rei João II de Portugal. Ele mencionou Siam longamente a história de sua viagem pela Malásia-Indonésia intitulada "Suma Oriental" ("Summa do Oriente, desde o Mar Vermelho até à China"), que foi escrito enquanto ele estava em Malaca e na Índia entre 1512 e 1515.
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Ele foi para a Índia em 1511 investiu como "fator de drogas", os produtos orientais que eram um elemento importante do que é geralmente chamado de "o comércio de especiarias". Em Malaca e Cochim ele avidamente recolheu documentos e informações da área Malaia-Indonésia, e visitou pessoalmente Java, Sumatra e Maluku.
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A descrição detalhado do primeiro europeu, português do Oriente e Malásia, o livro cobre um lote de terreno: histórico, geográfico, etnográfico, botânico, económico e comercial.
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"O reino de Siam é pagão. As pessoas, e quase a língua, são como os de Pegu. Elas são consideradas como prudentes e popular o bom conselho. Os comerciantes sabem muito sobre a mercadoria. Eles são altos e os homens morenos, pequenos . como os de Pegu O reino é justamente governado O rei é sempre a residência na cidade de Odia Ele é um caçador e muito cerimonioso com estranhos;... ele é fácil e tolerante com os nativos ".
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Pires escreveu que havia muito poucos mouros em Siam. Os siameses não gostava deles. Houve, no entanto, os árabes, persas, bengaleses, Kling muitos, chineses e outras nacionalidades. E todo o comércio Siamese estava do lado da China, e em Pase, Pedir e Bengala.
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Os mouros foram nos portos, obedientes aos seus senhores próprio, e constantemente batalhavam contra o Siamese.
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Morbey afirma que de todos os estrangeiros em Ayutthaya, os portugueses eram muito queridos pelos Reis do Sião incluindo King Mongkut (Rama IV) no período de Banguecoque. O historiador observa satisfação Rama IV, com a presença portuguesa no seu Reino.
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"Quando as grandes guerras aconteceram, que arruinaram Ayuthayaa, a antiga capital deste reino, todos os residentes europeus em Siam abandonaram o país, com excepção do portugueses," King Mongkut escreveu em um de seus discursos.
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Morbey observa que, em geral, os moradores portugueses no Siam foram Eurasianos cristãos cujo as raizes culturais foram fortemente baseadas na linguagem portuguesas e a religião da Igreja Católica Romana em 1729, 38 anos antes da queda de Ayutthaya, 12 famílias portuguesas viviam em Banguecoque, no Bandel (Bairro) Rosário, diz Morbey.
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Siam viu os portugueses como seus aliados próximos, porque eles eram mercenários no exército Siamese e em guerras importante.
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É difícil saber quantos soldados portugueses estavam, alistados, no exército em Ayutthaya, quando a cidade caiu. Mas Morbey notas que havia 79 nomes de portugueses no exército do rei Taksin em Thonburi.
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Outros foram construtores, comerciantes e tradutores, nas áreas úteis para Relações Exteriores do Sião. O primeiro rei do período de Banguecoque, Rama I, em carta à rainha de Portugal D Maria I em 1786, expressou sua gratidão ao apoio Português em batalhas do Sião com Burma. Nessa carta, o rei pediu para comprar 3.000 fuzis do Governador de Goa.
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O governador de Goa não enviou apenas armas para Banguecoque, mas carpinteiros para trabalhar nos estaleiros com os descendentes e um cônsule. Muitos ainda permanecem em Banguecoque.
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Estes dias são conhecidas as suas criações de doces de sobremesa portuguesas-tailandesas.
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P.S. Tradução livre com algumas, como óbvio, incorrecções. Porém segue o endereço do "The Nation" na língua inglesa: http://www.nationmultimedia.com/2011/07/25/life/Tales-from-Xarnauz-30160987.html

CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILANDIA

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3ª e última parte
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Teria mais a acrescentar, porque não ficou tudo relatado sobre a visita a Ayuthaya e integrada nas Comemorações dos 500 Anos da Chegada dos Portugueses (1511)ao Reino do Sião, segundo os meus cálculos a presença de 250 pessoas, ao Campo de São Domingos.
Como já antes o escrevi, estão de parabéns o Embaixador de Portugal Jorge Torres Pereira e o "Fine Arts Department" (Belas Artes da Tailândia), pelo brilhantismo que foi dada à cerimónia nas ruínas, escavadas, na paróquia de São Domingos, a partir dos anos de 1983, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e a indispensável colaboração do Fine Arts Department da Tailândia.
Eu estive em Ayuthaya no passado 20 de Julho, não por convite, oficial, mas por minha conta, dado que tenho corrido a Tailândia em procura dos pedacinhos que falem de Portugal  neste Reino e ser útil aos entendidos nas letras e na história.
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Sigo anónimo, humilde, perante as pessoas e só me conhecem os velhos amigos, tailandeses, de quando todos seguiamos engajados nas escavações da Igreja de São Domingos.
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Mas não deixo de passar aqui a mensagem (aliás disse-lho pessoalmente, quando terminou a cerimónia da tarde 20) ao Embaixador Torres Pereira pela a falta da comunidade portuguesa nas festividades na Paróquia de São Domingos.
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Portugueses, presentes, ali era eu (como reporter particular e não oficial) o Embaixador de Portugal, o número 2 da missão diplomática José Serafino; a adida cultural Luisa Dutra e o convidado especial do Fine Arts Department, Jorge Morbey, vindo propositadamente de Macau, para proferir uma conferência.
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Eu tive conhecimento (não revelo nomes) de  dois portugueses, me informarem, de não saberem de tal evento a realizar em Ayuthaya, que certamente estariam lá juntamente com os convidados tailandeses e estrangeiros.
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Acredito que a falta não pertence ao Embaixador Torres Pereira mas a quem tomou a seu cuidado o convite de pessoas que teria ignorado (não muita em Banguecoque) a comunidade portuguesa.
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De realçar o interesse e o cuidado do Fine Arts Department" da Tailândia que suportou todas as despesas inerentes ao evento e, apenas (de louvar a feliz ideia de Torres Pereira) a parte de Portugal  se ficou por oferecer umas garrafas de Vinho do Porto, para o "Porto de Honra" servido às individualidades presentes de Portugal e Tailândia e aos convidados.
José Martins
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Mensage de boas vindas aos convidados ao Campo de São Domingos  pelos Vice-Director Geral  do Fine Arts Department.
Embaixador Torres Pereira no seu discurso, agradecendo os esforços do Fine Arts Department para que as celebrações dos 500 anos da chegada do Portugueses ao Reino do Sião atingissem brilhantismo.
O Arqueológo Patipat Pumpongpaet, supervisionou as escavações das ruinas da Igreja de São Domingos, dá a conhecer, parte da obra, no edifício Museu onde estão depositadas as ossadas da comunidade lusa e descendentes que viveram no Ban Portuguet, por 256 anos.
Embaixador Torres Pereira, posa junto às ossadas de um residente, no Ban Portuguet (possivelmente português, dado a estatura do esquelete), exposto no edifício museu.

O "Porto de Honra" a dar conta do evento do dia no Ban Portuguet com as individualidades gradas presentes
O prior da Igreja do Bairro Português de Santa Cruz, em Banguecoque, esteve presente na cerimónia

O cantor (que se afirma luso-descendente) . Petch Charoensook cantou e muito bem a "Tia Nica de Loulé", foi muito aplaudido e solicitado para pose de fotografia.


Uma fotografia de convidados junto ao cantor Petch Charoensook

A cantora tailandesa  Durandao Thaohiran, acompanhada de orquestra cantou, lindamente a canção portuguesa, de intervenção: "que traga um amigo também"


Mas a honra das exibições vão para este grupo de crianças do Bairros Português de Santa Cruz que dançaram excelentente modinhas do folclore luso.
Uma foto junto às crianças de Santa Cruz

Embaixador Torres Pereira, o número 2 da Embaixada José Serafino e a funcionária Mariana.

Embaixador Torres Pereira, junto a individualidades e figura públicas batendo palmas e aplaudindo uma exibição no palco.
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O progama a seguir:
Wednesday 20th July 2011 in Ayutthaya Province
06:30 Preparation at the Fine Arts Department, Thewet
07:00 Departure by coach.
Lecture by the guest speakers
08:30 Fortress Pombejara Historic Site, the meeting point of Ayutthaya as the international port (The guest speakers introduce history, historic sites and landscape of Ayutthaya to the audience)
09:00 Ayutthaya Historical Study Center (sightseeing and lecture)
10:00 Sightseeing and lecture on the important historic remains of Ayutthaya
11:00 Visit the art legacies at Chao Sam Phraya National Museum, Ayutthaya
12:00 – 13:00 Lunch
13:30 Participants at the Portuguese Settlement
13:30 – 13:45 Welcome message from the Deputy Director General of Fine Arts Department
13:45 – 14:15 Special remarks by H.E. Dr. Jorge Torres – Pereira, Ambassador of Portugal
14:15 – 14:45 Exhibition at the premises “History of the Portuguese Settlement: features of improvement and display area in the pavilion”
14:45 – 15:15 Presentation of the commemorative stamps in the occasion of 500 years of diplomatic relations between Thailand and Portugal
15:15 – 16:00 Activities, talk, discussion with the Portuguese descendants from Santa Cruz and Conception communities
(traditional drinks, sweets – snacks from 500 year-old recipes)
Concert of western strings by the Office of the Performing Arts, Fine Arts Department
16:00 – 16:30 Entertainment by the Portuguese descendants
Portuguese folk dance by the young pupils of Santa Cruz Suksa School
16:30 – 17:00 Portuguese song by Mr. Petch Charoensook, Portuguese descendant, popular vote winner of 20th KPN Award
End of the Program / Departure to Bangkok