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sexta-feira, 27 de maio de 2011

PORTUGAL E ATAILÂNDIA – 5 SÉCULOS DE RELACIONAMENTO AMISTOSO

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Inserido no programa da Celebração de 5 Séculos de Amistoso relacionamento entre Portugal e a Tailândia, encontra-se aberta ao público, na Sala 4, do Museu Nacional da Tailândia (Banguecoque) uma exposição, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian, “Fine Arts Department” (Belas Artes) da Tailândia, Embaixada de Portugal, Instituto Camões, onde em painéis e maquetes são mostradas ao público tailandês e estrangeiro a herança lusa espalhada pelas 5 continentes do globo.
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O exposição foi inaugurada em 10 de Maio, (corrente mês) e encerra ao público em 2 de Junho próximo. É de louvar tal iniciativa e a contribuição da Fundação Calouste Gulbenkian estar presente em tão importante efeméride que marcam 500 anos da chegada, dos portugueses, ao ex-antigo Reino do Sião, em Ayuthaya em 1511, pouco depois de o Grande Afonso de Albuquerque conquistar o maior empório comercial, de toda a Ásia e Oriente, Malaca.
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Sala 4 do Museu Nacional com a disposição dos paineis
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Apesar do evento ter sido inaugurado a 10 de Maio, com a presença de individualidades, de Banguecoque, do Governo da Tailândia, Embaixador de Portugal, acreditado no Reino da Tailândia, Torres-Pereira, outras ligadas à cultura, artes e letras, ainda não o tínhamos visitado e aconteceu, precisamente, ontem numa manhã, cinzenta, sem sol e bátegas de água próprias da estação da monção.
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De facto não conhecíamos o conteúdo exibido dentro da Sala 4 do Museu Nacional de Banguecoque, construído segundo o estilo, arquitectónico, tailandês com quatro magníficas portas de entrada com desenhos lacados e embora não haja muito que refira a presença de Portugal na Tailândia é gratificante apreciar o empenho da Fundação Calouste Gulbenkian, vai fazendo em prol da conservação da Património Cultural espalhado pelo Mundo.
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Será de referir aqui que a Gulbenkian desde a década oitenta, do século passado, se empenhou para que as ruínas da Igreja de São Domingos, no “Ban Portuguet” (Aldeia dos Portugueses) na velha capital do Reino do Sião Ayuthaya, fossem trazida à luz do dia e hoje um marco histórico da presença Lusa na Tailândia.
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Livros expostos relacionados com a expansão portuguesa no mundo. Portugal na Tailândia: 500 Years of Thai-Portuguese Relations: A Festschrift; de Michael Smithies; The Embassy of Pero Vaz de Siqueira to Siam (1644-1686) de Leonor Seabra e The Portuguese-Siamese Treaty of 1820 de Miguel Castelo Branco.
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Seria uma ingratidão de nossa parte, ignorar as figuras do Embaixador Portugal José Eduardo Gouveia e o Dr. José Blanco, Administrador da Gulbenkian, o “Fine Arts da Thailand” que suportou, o projecto com material humano com estudantes de arqueologia da Universidade de Chulalongkorn que sem esta preciosa ajuda teria sido impossível alcançar-se o sucesso.
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A Gulbenkian, também, financiou um bolseiro, por um ano, o Arquitecto Eduardo Kol de Carvalho que na prancha foi desenhando (segundo o que ia sendo escavado na ruínas da Igreja de S.Domingos), como teria sido a templo católico, antes de Ayuthaya ter caído em 1767.
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Mas como ainda faltam seis meses para o encerramento das comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses à Tailândia, sugiro ao Embaixador Torres- Pereira, uma exposição de fotografia (há material que baste) num dos "lobbys" de muitos shopings centres de Banguecoque, frequentados por jovens, tailandeses, onde a história de Portugal na Tailândia fosse mais conhecida.
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A história de Portugal (apesar de tantos infortúnios políticos, presentemente, lhe têm acontecido) deve ser levada às camadas jovens tailandesas. Não é num salão onde se sentam umas dúzias de pessoas e sob as luzes de candeeiros que a história de um país de divulga, mas em espaços, alargados, frequentados por milhares de pessoas.
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Vem à memória que nos finais do ano de 1995, foi levada a cabo uma exposição em Korat (Nakhon Ratchasima) a 300 quilómetros a nordeste de Banguecoque, durante 45 dias, onde várias embaixadas foram convidadas. Portugal esteve presente com o evento “A Viagem das Plantas no Mundo”, patrocinada pelo Governo e Macau e integrada na “Comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos Portugueses”.
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Foi um total sucesso de visitantes, contados à porta por dois jovens tailandeses, que se exprimiam em português brasileirado. Em pouco mais de uma semana 111.000 pessoas da região do Isarn visitaram o Pavilhão de Portugal,ficando a saber, em painéis bilingue, que foram os portugueses que introduziram na Tailândia a fruta goiaba e o piri-piri (miúdo) de Moçambique.
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Fomos nós, que tomamos a nosso cargo, a supervisão desse pavilhão, que em tempo me irei referir (se tiver tempo de escrever minhas memórias) durante os 45 dias exposto ao público da Tailândia na região do Nordeste da Tailândia , o Isarn.
José Martins

quarta-feira, 25 de maio de 2011

500 YEARS OF THE THAI-PORTUGUESE RELATIONS: A FESTSCHRIT

Amigo meu de há uns 20 anos e conceituado empresário português na Tailândia, convidou-me, ontem (25.01.11) para almoçar e ofereceu-me a obra "500 Years of Thai-Portuguese Relations: A Festschrit", editado por Michael Smithies e "The Siam Society.

A obra, bem elaborada e com excelente apresentação, trata-se de uma compilação de artigos de proeminentes figuras ligadas à cultura e investigação histórica da expansão, quinhentista, portuguesa.

De louvar que o conhecido editor Michael Smthies, nos meios académicos de Banguecoque, com várias obras publicadas tenha inserido (dos que vi até agora) artigos do médico/investigador/Cônsul de Portugal Dr. Joaquim Campos e Drª. Leonor Seabra de quem sou amigo há uma vintena de anos.

Não deixo de transcrever uma peça que inseri em Julho do ano passado onde durante um almoço fui convidado para colaborar com um dos mais conceituados académicos da Tailândia o Prof. Phuthorn Bhumadhorn. O tema, em conjunto, seria a edição de um livro sobre a antiga comunidade lusa tailandesa na Tailândia.

Porém o Homem põe e Deus dispõe... Alguém se movimentou, pela parte portuguesa, depois de ler a peça abaixo publicada que eu fosse colocado de fora.

Tudo se vem a saber neste mundo... Mas eu não vou revelar a fonte de que vim a saber e de onde.

São estes (os alguns) portugueses que até são capazes de perseguir os seus compatriotas no estrangeiro, porque lhes fazem afronta ou receio que lhes desviem dos sonhos de seus objectivos.

Evidentemente que eu não faço concorrência a académicos e sábios porque no meu curriculum apenas existe a licenciatura do exame da 4ª classe da instrução primária com merendas de pão de centeio da Serra da Estrela e uma mão cheia de azeitonas curtidas.

Não me vou adiantar mais sobre as "raivinhas/maldade" que fizeram com que a minha colaboração e a do Prof. Phutorn ficassem pelo caminho, por que o académico de prestígio, como eu, foi silenciado.

José Martins

Friday, July 23, 2010

OBRIGADO TAILÂNDIA - O MEU TRABALHO FOI RECONHECIDO

Em realidade não estava nos meus planos que viesse a estar inserido nas celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses à Tailândia.
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Depois de ser afastado (já reformado), em Janeiro de 2008, da Embaixada de Portugal em Banguecoque, que servir por 24 anos e viria a ser vítima de um "complot", muito bem engendrado, por forças ocultas e alheias ao serviço da Missão Diplomática, recolhi-me em minha casa e nunca estagnei a minha humilde actividade de servir dois países: Portugal e a Tailândia.
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Continuo a trabalhar cerca de 17 horas por dia e raramente me desloco à baixa de Banguecoque. Ou em casa ou nos meus "safáris" (alguém lhe deu este nome) viajando pelos meios rurais da Tailândia.
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Há quatro dias minha mulher atendeu uma chamada telefónica da organização para as celebrações pela parte do Governo, para estar presente num almoço de trabalho num restaurante de culinária tailandesa que viria a ter lugar, ontem, 22 de Julho.
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No almoço de trabalho estiverem presentes individualidades ligadas ao "Fine Arts Department" da Tailândia, onde se incluia a Senhora Busaya Mathlin, Directora-Geral do Department of European Affairs, do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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Aceitei o convite, com a humildade, característica, que sempre viveu em mim, para colaborar, pela parte da Tailândia, com o proeminente historiador Prof. Phuthorn Bhumadhorn, que já somos amigos há 22 anos.
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A partir do mês de Agosto, juntamente com o Prof. Puthorn, vou dar a minha colaboração a um evento que a Tailândia pretende lhe dar todo o realce.
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Para mim servir a Tailândia ou Portugal é o mesmo, estou a colaborar para uma causa comum, que irei dar o meu melhor para o êxito e o grato prémio que poderia ter recebido de que alguém, da Tailândia, reconheceu os meus 25 anos a servir dois países.
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Trabalho que nunca me foi reconhecido pelos diplomatas que eu servi. Hierarquia, em Portugal a quanto obrigas, onde alguns humildes que fazem algo, pelo país, são ignorados.
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Esta Ásia e o Oriente está cheia de vítimas, desde séculos, da hierarquia portuguesa.
José Martins
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