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sábado, 6 de setembro de 2008

EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BANGUECOQUE - SEM ADIDO CULTURAL

Dou, hoje pela manhã, com uma peça escrita pelo prof. Castelo Branco e inserida no seu blogue http://combustoes.blogspot.com/ com o genérico "Banguecoque sem Adido Cultural" e transcreve uma parte (cremos de um artigo) publicado na/revista/jornal Literatura:


" O Presidente da República quer que o governo reforce as verbas destinadas à rede diplomática e consular, "um activo fundamental na promoção dos interesses políticos, económicos e culturais" do nosso país. Não quer ouvir diplomatas a queixarem-se de falta de dinheiro. Tem toda a razão. (Da Literatura).


Seguidamente Miguel Castelo Branco insere uma critica referindo-se que na Embaixada de Portugal em Banguecoque, não há um Adido Cultural; o falecimento, recente do leitor João Azeredo e, ainda, que daqui a três anos são as celebrações dos 500 anos da chegada (1511) do primeiro embaixador de Portugal ao Reino do Sião.


Sendo eu um velho soldado e combatente, em defesa da preservação da história de Portugal na Tailândia, há 30 anos, por carolice sem nunca ter sido comtemplado, com óbolo (ao menos que fosse um moio de trigo, a pensão oferecida pelo Filipe de Castela a Fernão Mendes Pinto), pelos meus "bons serviços", que durante três décadas, tenho vivido, obcecado por esses restos históricos.


Evidentemente que não me vou referir "à ingratidão" do Embaixador António Faria e Maya, ou à palavra de desonra, diplomática, "desautorizar-se", (às influências, que recebeu de lado, para que eu fosse afastado da embaixada), que me transmitiu pelo telefone, dias antes da celebração do "Dia de 10 de Junho/De Portugal/De Camões/Das Comunidades Portuguesas". Mas deixaremos isso para outra altura para explicarmos, melhor os factos, ocorridos, nas páginas deste blogue.

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Estou vencido, mas nunca convencido e sei que sou um Elias dificil de vencer os Golias.

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E abismado (aliás há muito) como a Embaixada de Portugal em Banguecoque tem sido gerida, desde Abril de 1999, por embaixadores, que até os cheguei a considerar da "nova geração".


Ora, antes, a Missão Diplomática de Portugal no Reino da Tailândia, era uma casa cheia de vida!


Depois, ano por ano, foi caindo e passou a ser um "Elefante Branco", alimentado pelo proprietário, no estábulo e não produz.


Mas se a Embaixada de Portugal, em Banguecoque, não produz e caminha para uma morte, lenta, não é por falta de verbas, mas sim pela péssima administração e funcionários, não qualificados, para as funções que lhe foram entregues.


Presentemente a embaixada só tem dois funcionários, diplomáticos, destacados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros: o embaixador e o número dois, que este na ausência do chefe de missão ocupa o cargo de encarregado de negócios interino.


A embaixada tem falta de: um vice-cônsul, um chanceler e dois administrativos: um principal (fui eu até 25.01.70); um assistente e a secretária do embaixador (embora exista uma mas não registada a sua presença no MNE, nas Necessidades).


Na Secção Cultural um leitor/a de português que exerça a função de Adido/a Cultural.


Na parte comercial um funcionário português, mesmo que não fosse lincenciado (não seria necessário), mas um jovem expedito, agressivo e com vontade de singrar na vida. 

Há, ainda, em Portugal algo que se venda na Tailândia: "excelentes compotas de frutos, azeite, as melhores sardinhas, do mundo, enlatadas, os deliciosos queijos das "ilhas", os do continente, vinhos do Porto, da Madeira e de mesa; azeitonas e outros produtos de grande qualidade que a sociedade moderna da Tailândia adquire".


A Embaixada de Portugal em Banguecoque não se pode dar ao luxo de ter dentro de portas a pagar a um funcionário que não fala o português (o Ministério dos Negócios Estrangeiros não tem conhecimento) sem produzir, estar durante o dia atrás do computador a falar com os amigos ou a vasculhar nos "websites" que nada têm a ver com a divulgação do comércio de Portugal.


Uma embaixada não pode ser usada como um asilo e albergar pessoas...


Com a chegada do embaixador Tadeu Soares, em Abril de 1999, a embaixada possuia: vice-cônsul, chanceler, admistrativo (que era eu e operava a secção comercial); secretária do embaixador e todo o quadro do pessoal estava preenchido.


A fragmentação do pessoal dá-se no início da missão do embaixador Tadeu Soares. Chega a Banguecoque com o "sangue na guelra" e pretende, desde logo, mudar pessoal (eu vinculado ao ministério fui ameaçado por três vezes com a rua, a carta, acima, aposta, guardada no cofre e lida por vários embaixadores quando chegaram a Banguecoque, arruinou-me!) e de facto, pessoal com mais de uma dúzia de anos de anos e outros com mais que quarenta e na proximidade de 50 foram despedidos sem qualquer compensação.

Depois de uma vida a servir o Estado Português e ganhando ordenandos de miséria, acabaram de se recolher nos templos budistas e morreram por lá.

Para o Bill (mordomo na residência do embaixador por mais de 40 anos) ter um funeral com dignidade no templo budista onde morreu, eu Ayuthaya, teve que se lhe fazer uma subscrição entre o pessoal da embaixada. 

Do chefe da missão, nem uma rosa foi enviada, ao templo budista, em memória do pobre Bill, que foi uma alma generosa, enquanto vivo a servir copos, aos senhores, nas recepções da embaixada.

Chama-se a isto a "ingratidão" diplomática que ainda há dois meses foi notada de quando o funeral do leitor português João Azeredo, não esteve presente um representante da embaixada de Portugal, a colocar uma rosa, em cima da urna do João, antes de ser cremado.


Começa, então, a embaixada de Portugal a ser uma casa de oportunidades, são admitidos funcionários estranhos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, pelo embaixador Tadeu Soares e entravam conforme as suas aparências de face e empregando, estes, as suas habilidades para ocupar um lugar.


O vice-cônsul, o chanceler terminam na embaixada é admitido um "rapazinho", que andava pela Ásia na aventura, de quem o embaixador Tadeu Soares deu as melhores referência a Lisboa e ocupa o lugar de vice-cônsul. Para ocupar o de chanceler foi dado a um senhor, português, marido de uma senhora, dinamarquesa, que em comissão de serviço, na Delegação da União Europeia em Banguecoque.


Como teria que a companhar a esposa, por este mundo, lá conseguia uma ocupação, numa missão diplomática da UE, para passar o tempo e não viver e comer as "sopas" à conta da mulher.


Para a contabilidade (serviço do chanceler) Tadeu Soares admite (cremos velho conhecido) um tal Alipio Monteiro, de nacionalidade canadiana, (doente crónico da malária com inúmeras faltas durante o ano) que diz, para mim, reformado da TAP, para outros um homem de sucessos na área de vendas do petróleo, nos Estados Unidos, a quem lhe é entregue todo o serviço administrativo: compras, pessoal, contratos de obras etc.etc. etc.


Tadeu Soares deixa Banguecoque em fins de Julho de 2002, ocupa o seu lugar o embaixador João de Lima Pimentel. O tal "rapazinho" que era dada como vice-cônsul, com um ordenando de 2.200 dólares americanos, as Necessidades não lhe renovam o contrato e terminou a sua actividade e partiu.


Na missão do embaixador Lima Pimentel a embaixada continua no caminho da decadência e é aproveitada, novamente, para o aventureirismo e a penetração de novos elementos, em procura de oportunidades e o aproveitamento do tráfego de influências que uma embaixada pode oferecer, a "pândegos" que têm vivido à conta de expediente durante suas vidas.


O embaixador Lima Pimentel, levanta-se da cama tarde, chega ao seu gabinete depois do almoço e frenéticamente, cozinha dos jornais, uns telegramas que eu dactilografada, expedia para o MNE em Lisboa e pouco mais faz.


O número dois, Jorge Marcos (o que abandonou os portugueses, vitimizados na estância do Pukhet, depois da tragédia do Tsunami) era daqueles diplomatas, rudes, que se fechava no gabinete, horas e horas a quém não se lhe podia perguntar nada porque não se saberia qual seria a resposta, por norma sempre agressiva!


Lima Pimentel partiu de Banguecoque, onde passou um excelente tempo, e colocado em Oslo. Não deixou saudades nenhumas. Porém a sua administração é ruinosa e entregue todo o expediente, administrativo, ao canadiano Alipio Monteiro, que compra, efectua contratos, duvidosos, de obras, falsifica as assinaturas e desaparece material da missão.


Há dezenas se não centenas de recibos, sem o cabeçalho com o nome da firma onde ali está designado a compra, duvidosa, de material. Lima Pimentel não averigua a credibilidade dessas compras, tão-pouco procura sabê-lo. Assina todos os cheques que lhe apresenta o Monteiro, que se julga o "proprietário" da embaixada.
O número dois da embaixada, Luis Cunha (ainda, presentemente, na missão) sabe das manobras do Monteiro, conspira e não as transmite ao chefe de missão.


Mas voltando à falta de um Adido/a Cultural, a inexistência de eventos relativos, o dar início aos arranjos para a celebração dos 500 anos (2011) isso só pode acontecer pela inércia ou de vontade, própria.


Por escassez de verba ou dinheiro isso não existe na Embaixada de Portugal em Banguecoque, para fazer coisas "bonitas", sem desfalcar os cofres do Estado Português.


A Embaixada de Portugal é uma missão diplomática rica e única (acreditamos) no mundo, dado que tem "abastados" rendimentos.


Só que temos certas dúvidas se esses rendimentos terão sidos canalizados na direcção certa ou se os mesmo foram aproveitados para passeios e outros deleites, de vida, que a abundância de dinheiro, fácil, oferece.
José Martins

domingo, 31 de agosto de 2008

VILLA NORASINGH

"Villa Norasingh "(Palácio do Governo Tailandês), risco de arquitectos italianos dirigidos por Annibale Rigotti. Foi construído em 1925. Uma obra prima da arquitectura Veneziana e um dos mais lindos Palacios de Banguecoque. Hoje 31 de Agosto de 2008, desde há seis dias , O Povo tomou conta da área do Jardim, gritando, para que oo executivo do Governo do PM Samak Sundaravej, Caia. Temos esperança que dentro de diasO Jardim eA "Villa Norasingh", volte a dignidade que merece. Neste Palácio, ao longo de muito anos tem sido uma sala de hóspedes de altas individualidades Estrangeiras de visitas oficais à Tailândia. Em abril de 1987 o Primeiro Ministro Português Professor Aníbal Cavaco Silva foi recebido pelo PM neste Palácio Geral Prem Tinsulanonda e um almoço oferecido em sua honra sua, esposa e toda a comitiva que o acompanhava de regresso a Portugal vindo de Macau. Estivemos lá um tirar fotografias.






José Martins